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Arquivo de 8 de novembro de 2009

Maquinária: Panic! At the Disco diverte o público

domingo, novembro 8th, 2009

panicdiscomaquinariaFoto: Agnews

Paula Sato

Em dia de bandas de metal, os americanos do Panic! At the Disco destoavam do festival. Mas isso não foi empecilho para que a banda conseguisse botar até os fãs do Evanescence para pular.

Desde a primeira canção, “Time to Dance”, até a última, “Mad as Rabbits”, o público cantou junto com a banda e não parou de pular nem com a chuva forte que começou a cair na Chácara do Jóquei. Enquanto isso, a galera brincava com bexigas brancas e vermelhas em forma de coração que foram jogadas do palco.

O vocalista Brendon Urie falou muito com o público e chegou a pedir indicações de bares para curtir a noite em São Paulo. O músico contou ainda que experimentou uma legítima caipirinha brasileira, “melhor do que as que fazem nos Estados Unidos”, e disse que a música “Nine in the Afternoon” era sobre tomar muita bebida.

Depois, o músico começou a falar sobre “uma mulher muito gostosa, que está sempre com pouca roupa. O nome dela é Megan Fox”. O galanteio serviu para introduzir a nova “New Perspective”, que faz parte da trilha sonora de “Garota Infernal”, filme com a polêmica atriz.

Consciente, Brendon introduziu o hit “I Write Sins Not Tragedies” afirmando que “graças a ele estamos aqui”. Nesse momento, toda a galera pulou e cantou com a banda.

Antes da última canção, o vocalista resolveu fazer um agrado ao público brasileiro, agradecendo a recepção calorosa. “Eu não precisava dizer isso, mas vou dizer. Esse foi o melhor show que a gente já fez. E se vocês quiserem, vamos voltar aqui”, disse. Brendon também afirmou ser fã do Evanescence e contou que estava ansioso por assistir ao show que a banda faz no Maquinária.

Veja a lista de músicas:

Time to Dance
Camisado
London Beckoned
Handsome Woman
But It’s Better If You Do
Nine in the Afternoon
Lying Is the Most Fun a Girl Can Have Without …
That Green Gentleman
Only Difference Between Martyrdom And Suicide Is Press Coverage
I Constantly Thank God For Esteban
New Perspective
Build God, Then We’ll Talk
I Write Sins, not Tragedies
Mad as Rabbits

Fotos do segundo dia de festival
Japoneses do Dir en Grey surprendem público brasileiro
Evanescence leva fãs ao delírio

Maquinária: Japoneses do Dir en Grey surprendem público brasileiro

domingo, novembro 8th, 2009

direngrey3861Foto: Agnews

Paula Sato

Famoso no Japão, mas desconhecido no Brasil, o Dir en Grey certamente não esperava uma recepção tão calorosa no país. Mas, pouco antes da banda entrar no palco, o que se via era uma legião de fãs histéricas, gritando como se estivessem prestes a ver uma boy band.

Perfeccionistas e pontuais, os próprios músicos da banda apareceram alguns minutos antes da apresentação para passar o som. Exatamente às 18h30, começaram o show de 50 minutos, com um metal bem pesado.

Quem não conhecia a banda, se surpreendeu com os vocais fortes do baixinho e magrinho Kyo e a qualidade do som do grupo. Enquanto isso, garotas que haviam vindo ao Maquinária apenas para vê-lo, se esgoelavam, choravam e se espremiam na grade.

Como já era esperado, o Dir en Grey fez uma apresentação bem competente e os hits “The Final”, “Vinushka” e “Obscure” levantaram a galera. Ainda assim, alguns fãs do Evanescence continuavam sentados no chão, guardando as energias para o show de Amy Lee, que começa apenas às 21h30.

Fotos do segundo dia de festival
Panic! At the Disco diverte o público
Evanescence leva fãs ao delírio

N.A.S.A. promove festa repleta de convidados e remixes

domingo, novembro 8th, 2009
Foto: Bruno Gabrieli/Abril.com

Foto: Bruno Gabrieli/Abril.com

Bruno Dias

Em clima de balada, a dupla N.A.S.A. (North America South America), formada por Sam Spiegel (irmão do cineasta Spike Jonze) e Zé Gonzales, comandou o Coca-Cola Zero Stage após o show de Iggy Pop no Sonora Main Stage.

Com participações especiais de Fatlip e Ras Congo, além de dançarinos que misturavam mulheres no melhor estilo Freddie Mercury Prateado, do “Pânico na TV”, e robôs com cabeça de ET, o N.A.S.A. apresentou versões diferentes das músicas de seu primeiro disco, “The Spirit of Apollo”.

Um dos pontos altos da apresentação foi quando Fatlip cantou “The Salmon Dance”, música do rapper em parceria com o The Chemical Brothers. Além disso, a dupla ainda apresentou uma sequência de remixes que misturavam Beastie Boys (“Body Movin’”), Kris Kross (“Jump”), Bee Gees (“Stayin’ Alive”) e Jackson Five (“I Want You Back”).

Imitando Iggy Pop, só que sem agressões de seguranças, o N.A.S.A. finalizou sua apresentação com uma invasão de palco.

Veja fotos do festival Planeta Terra 2009

Seguranças agridem fãs e fotógrafos durante show de Iggy Pop

domingo, novembro 8th, 2009
Foto: Cirilo Dias

Foto: Cirilo Dias

Bruno Dias

Conforme foi relatado no post anterior, sobre a cobertura do show de Iggy Pop no festival Planeta Terra 2009, que aconteceu neste sábado (7), no Playcenter, em São Paulo, fãs e fotógrafos foram agredidos por seguranças que trabalhavam no palco Sonora Main Stage durante a invasão de palco incitada pelo próprio artista.

Cerca de 100 pessoas invadiram o palco a pedido de Iggy Pop durante a canção “Gimme Danger”. Só que na hora de colocar todas essas pessoas de volta ao público, os seguranças usaram de força bruta, agredindo fãs. Um deles inclusive teve sua agressão registradas pelas câmeras que transmitiam o festival pela internet e nos telões, sendo covardemente agredido e saindo do palco desacordado.

Os fotógrafos que registraram o fato também sofreram com a truculência daqueles que supostamente deveriam zelar pela segurança do evento. O profissional Renato Luiz Ferreira, 38, que cobria o evento para o jornal “O Estado de S. Paulo”, foi agredido por cerca de quatro seguranças e chegou a perder os sentidos. “Recebi uma gravata, machucaram minha boca e estou com um galo na nuca”, contou Ferreira. “O segurança me prensou num canto e disse ‘você não vai fotografar’”.

Outros profissionais também foram alvo e tiveram seus equipamentos danificados pelos seguranças que tentaram impedir o registro das agressões contra os fãs que demoraram para sair do palco.

O assessor de imprensa do festival, Horário Brandão, afirmou que a organização reconheceu que os seguranças agiram de forma incorreta e garantiu que os fotógrafos seriam indenizados, chegando a anotar os dados de cada profissional lesado com a ação dos seguranças.

Em nota, a assessoria de imprensa do festival Planeta Terra disse que a “empresa de segurança Homens de Preto assume a responsabilidade e ressarcirá eventuais danos.”. Além disso, avisou que a empresa responsável pela segurança está à disposição para auxiliar na identificação dos possíveis agressores.

Veja fotos do festival Planeta Terra 2009

Iggy Pop protagoniza os melhores e piores momentos do Planeta Terra

domingo, novembro 8th, 2009
Fotos: Bruno Gabrieli/Abril.com

Fotos: Bruno Gabrieli/Abril.com

Bruno Dias

A noite estava preparada para ser de Iggy Pop e seu The Stooges, e de fato foi. Debaixo de uma chuva fina, o “iguana” começou sua apresentação de forma arrebatadora, sem frescura ou vinheta de apresentação, despejando logo de cara em seus fãs três de seus maiores hits: “Raw Power”, “Kill City” e “Search & Destroy”.

Enlouquecido com o público brasileiro, Iggy fez de tudo em cima do palco: rebolou, agachou, se jogou no fosso dos fotógrafos e até pediu para o pessoal da primeira fila subir no palco para ajudá-lo em “Gimme Danger”. “Subam aqui, me ajudem. Subam”.

E foi justamente neste momento que o até então impecável Planeta Terra 2009 teve seu momento mais vergonhoso. Cerca de 100 fãs enlouquecidos atenderam ao pedido de Iggy Pop e invadiram o palco. Só que na hora que a canção acabou e toda aquela gente precisava sair do local para a apresentação continuar, entrou em ação a força bruta e desnecessária dos seguranças do festival, que agrediram fãs (um deles, que abraçou seu ídolo, foi agredido até perder os sentidos, com tudo sendo exibido no telão) e fotógrafos, que registraram a truculência daqueles que tinham como função manter a ordem.

O que mais impressionou neste caso foi a frieza de Iggy Pop, o responsável por todo este incidente, que ao ver seus fãs sendo agredidos de forma covarde, fingiu que não era com ele e seguiu cantando.

Mostrando estar em forma aos 62 anos, Iggy Pop não parou quieto um segundo se quer durante o show de pouco mais de 1h20. Hits como “Fun House”, “Still Ring” e Johanna” deixaram público e artistas malucos, fazendo o cantor descer novamente no fosso para ficar perto de seus fãs.

A primeira parte da apresentação terminou com “I Got a Right”, na volta, Iggy pediu para acenderem as luzes do Sonora Main Stage e fez a pista pular e cantar ao som de “I Wanna be Your Dog”, canção do guitarrista Ron Asheton, que morreu em janeiro deste ano.

Para finalizar o show, Iggy Pop (quase nu no palco) emendou “Five Foot”, “The Passenger”, “Death Trip” e terminou com a avassaladora “Lust for Life”, descendo novamente para o fosso, onde abraçou com gosto os fãs da primeira fila.

Veja fotos do festival Planeta Terra 2009

Mesmo sem hits, Sonic Youth leva público ao delírio com suas distorções de guitarra

domingo, novembro 8th, 2009
Fotos: Bruno Gabrieli/Abril.com

Fotos: Bruno Gabrieli/Abril.com

Bruno Dias

Um dos principais nomes do Planeta Terra 2009, o grupo nova-iorquino Sonic Youth promoveu uma verdadeira festa movida a distorções de guitarra no Sonora Main Stage. Mesmo com um repertório que priorizou canções mais novas, a banda de Kim Gordon e Thurston Moore fez um dos shows maios festejados da noite, apesar da chuva fina que tomou conta do Playcenter.

Quem sonhava em ver o grupo apresentar clássicos como “100%” e “Sugar Kane”, teve que se contentar com canções tiradas de seu último álbum de estúdio, “The Eternal”, como “Calming The Snake” (com vocal inspirado de Kim Gordon, com direito a berros), “What We Know”, “Leaky Lifeboat”, “Anti-Orgasm” e “Antenna”.

Alguns clássicos também apareceram como foram os casos de “Hey Joni”, tirada do disco “Daydream Nation” (1988); e “Death Valley ’69″, de “Bad Moon Rising” (1985), que encerrou a apresentação.

Após a longa viagem experimental, Thurston Moore e Lee Ranaldo fizeram aquilo que mais gostam: muito barulho aproximando suas guitarras dos amplificadores, para em seguida abandoná-las no chão do palco, ligadas é claro.

Veja fotos do festival Planeta Terra 2009

Bandas brasileiras roubam a cena no Planeta Terra 2009

domingo, novembro 8th, 2009

Bruno Dias

Pra quem esperava shows memoráveis de Maxïmo Park e Primal Scream no festival Planeta Terra 2009, neste sábado (7), em São Paulo, acabou testemunhando a consagração de três novos nomes da cena brasileira: Macaco Bong (MT), Móveis Coloniais de Acaju (DF) e Copacabana Club (PR).

Fotos: Bruno Gabrieli/Abril.com

Fotos: Bruno Gabrieli/Abril.com

Os cuiabanos do Macaco Bong foram os responsáveis por abrir o festival, pontualmente às 16h. Os poucos presentes no festival não se importaram com o forte sol e se aglomeraram em frente ao Sonora Main Stage para prestigiar o trio formado por Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthrold (bateria) e Ney Hugo (baixo).

Eles apresentaram canções de seu primeiro disco, o elogiado “Artista Igual Pedreiro” (2008), como “Amendoim”, “Fuck You Lady” e “Vamos dar mais uma”, e ainda presentearam os presentes com uma canção inédita, “Um G bem quente” (G significa a nota musical “sol”).

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O Móveis Coloniais de Acaju foi a segunda banda brasileira a brilhar no Planeta Terra, às 17h30. O grupo brasiliense, considerado o “herdeiro” do público do Los Hermanos, transformou o festival em uma verdadeira “micareta indie”, colocando todo mundo para dançar como se estivessem no Carnaval.

Canções do segundo disco da banda, “C_MPL_TE” (2009), como “O Tempo”, “Cão Guia”, “Descomplica” e “Cheia de Manha”, todas cantadas pelo público, foram mescladas com antigos hits do Móveis como “Esquilo Não Samba”, “Aluga-se vende” e “Copacabana”, esta última com a tradicional roda dos integrantes no meio da plateia.

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O primeiro “grande” nome internacional a se apresentar no Sonora Main Stage foi o grupo britânico Maxïmo Park. Liderada pelo carismático e enérgico vocalista Paul Smith, a banda bem que se esforçou para agitar a galera.

Um dos grandes momentos da apresentação aconteceu durante a execução do hit “Apply Some Pressure”, que tirou gritinhos histéricos da galera, mas não foi suficiente para comprovar o “hype” que cercava a banda antes do show.

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Enquanto o Maxïmo Park comandava o Sonora Main Stage, os curitibanos do Copacabana Club promoveram uma verdadeira festa no palco dedicado ao “rock dançante”, com direito a chuva de papel picado e comoção que lembrou o show do CSS na primeira edição do Planeta Terra;

Decepção da noite

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Um dos nomes mais badalados desta edição do Planeta Terra, o grupo escocês Primal Scream acabou protagonizando um dos shows mais “brochantes” do festival.

Durante toda a apresentação do grupo a impressão que se tinha era que eles estavam tocando por obrigação, apenas para cumprir tabela, tamanha a má vontade no palco e falta de interação com o público, que pagou caro para vê-los.

A banda abriu o show com “Can’t Go Back”, e logo iniciou sua mistura de rock com eletrônico. A zica em cima da apresentação do Primal Scream estava tão grande, que durante a execução de “Xtrmntr” o som deu pau, fazendo a banda ter que pular para a próxima canção, sem antes demonstrar toda sua irritação com aquela situação.

O show só foi engrenar pra valer a partir de “Swastika Eyes”, mas aí já era tarde para recuperar o tempo perdido. Para fechar, uma boa sequência: “Movin’ On Up”, “Rocks” e “Accelerator”, que acabou salvando o Primal Scream de um fiasco maior.

Veja fotos do festival Planeta Terra 2009

Maquinária: Show memorável mostra que Faith no More ainda conserva a mesma energia dos anos 90

domingo, novembro 8th, 2009

Faith No More - MaquinariaFoto: Silvio Tanaka

Paula Sato

O show do Faith No More em São Paulo não foi uma apresentação, mas um grande acontecimento. A começar, o show atrasou em 20 minutos por causa de uma chuva repentina, forte e de poucos minutos, mas que encharcou o público e os equipamentos.

Depois de a chuva ter diminuído e o palco ter sido enxugado pela equipe, Mike Patton entrou com um guarda-chuva na mão para cantar a lenta “Reunited”. Não precisou nem a música chegar ao fim para o público perceber que o Faith No More ainda tem muita energia. E que a voz de Patton é simplesmente sensacional.

Variando entre vocais urrados de hard rock até notas melodiosas nas músicas mais tranquilas, o líder do Faith No More provou que tem uma das vozes mais potentes do rock. E mais. Que apesar de todas as canções apresentadas serem dos anos 90, a banda não está de forma alguma datada. O som do grupo continua contemporâneo e cheio de força.

Entre hits como “Be Agressive”, “Epic” e “Easy”, Patton conversou com a platéia da Chácara do Jóquei quase inteiramente em um português misturado com espanhol. Mesmo cometendo alguns erros, ganhou a simpatia de todos pelo esforço de tentar se comunicar na língua local. O vocalista chegou a perguntar se o público “estava molhado ou secos e molhados” antes de anunciar que a próxima canção seria dedicada a Zé do Caixão. A banda, então, executou o hit “Evidence”, com letra em português. Os versos traduzidos em “eu não senti nada, não tem significado algum” já haviam sido cantados durante a apresentação no Monsters of Rock, mas ainda assim conquistaram a galera.

Durante todo o show, o público acompanhou Patton, cantando em coro e levantando as mãos. Mas ninguém esperava que o vocalista pudesse retribuir o carinho pulando no fosso entre o palco e a plateia. Gritando em português, o cantor segurou as mãos dos fãs e pedia que as pessoas repetissem os palavrões “porra, caralho”. O público gritava e se espremia para tentar se aproximar do ídolo. No meio da bagunça, um rapaz mais sortudo conseguiu dar um selinho em Patton.

Depois de mandar um “obrigado, paulistas”, a banda saiu do palco com a canção “Just a Man”. Alguns minutos de pois, retornou avisando que a próxima música seria uma homenagem ao Palmeiras. Depois de um sampler de grito de torcida e uma introdução com a música “Carruagens de Fogo”, vieram “Stripsearch” e “We Care a Lot”. A plateia ainda clamava por mais uma canção e pedia para ganhar o mesmo presente que os cariocas: “Falling to Pieces”. Em vez disso, o Faith No More deu aos paulistas “Diggin the Grave”, que não tocou nem em Porto Alegre, nem no Rio.

Depois de 1h40 de espetáculo comandado por Mike Patton, o Faith No More se despediu de São Paulo, afirmando que talvez seja a última vez que a banda passe por aqui. Todos esperamos que não.

Escorregada

Uma única gafe foi Patton ter se esquecido de que havia fotógrafos no fosso entre o palco e platéia. Logo na primeira música, o vocalista atirou o pedestal do microfone, que acabou acertando a cabeça do fotógrafo do Abril.com. O acidente não teve gravidade mas poderia ter terminado de forma ruim.

Confira o setlist:

Reunited
From Out of Nowhere
Be Agressive
Caffeine
Evidence (em português)
Surprise! You’re Dead
Last Cup of Sorrow
Ricochet
Easy
Epic
Midlife Crisis
Caralho Voador
The Gentle Art of Making Enemies
King for a Day
Ashes to Ashes
Just a Man

Bis
Stripsearch
We Care a Lot
This guy is in love with you
Digging the Grave