
Foto: MRossi/Divulgação
[TEXTO Marcelo La Farina]
Com insignificantes seis minutos de atraso, às 21h36, Russ Irwin, Joey Kramer, Tom Hamilton, Brad Withford e Joe Perry subiram ao palco montado no Palestra Itália liderados pelo sempre intenso vocalista Steven Tyler para dar início à segunda apresentação da turnê “Cocked, Locked, Ready to Rock” no Brasil. Há 40 anos na estrada, o Aerosmith continua lotando estádios e mostrando que o verdadeiro elixir da vida eterna é o bom e velho rock and roll.
A lua que reinava absoluta no céu de São Paulo na noite deste sábado (29) refletia no sobretudo de seda dourada que cobriu o corpo do magro frontman durante a primeira metade do show. Completando o visual com um belo chapelão de cowboy, óculos escuros e uma calça skinny com estampa de zebra, Steven Tyler rodopiou seu microfone adornado com as já tradicionais faixas de tecido para fazer o Palestra entrar em êxtase com uma poderosa sequência que teve “Love In An Elevator”, “Falling in Love”, “Pink” e “Dream On”.

Fotos: MRossi/Divulgação
Sem perder a pegada, a banda emendou “Living On The Edge”, “Jaded”, “Kings And Queens”, “Crazy” e “Crying” com Steven Tyler desfilando seu rebolado característico pela passarela montada no meio do setor da pista premium, que serviu como um palco particular para o vocalista, que ainda contou com um potente ventilador instalado ao fim da armação para fazer voar suas madeixas enquanto abusava dos agudos que lhe são marca registrada.
Antes da pausa para o bis, ainda houve tempo para um duelo entre o guitarrista Joe Perry e sua versão virtual do jogo “Guitar Hero”, que terminou com vitória do Perry de carne e osso, é claro. Antes de saírem do palco, “What it Takes” e, para encerrar a levada de sons clássicos da banda, “Sweet Emotion”.
Depois de exatos dois minutos de ausência, o Aerosmith voltou para o que todos esperavam ser um final perfeito com “I Don’t Wanna Miss a Thing” e sua memorável primeira estrofe: “I could stay awake just to hear you breathing”. Mas não foi isso o que aconteceu. Com um público já dando sinais de cansaço (que isso não seja interpretado como insatisfação), “Toys in The Attic” encerrou um show que começou de maneira avassaladora e culminou de forma relativamente apática. Vale ressaltar a má organização estrutural do Parque Antártica para eventos deste porte, que oferece uma única e estreita saída para os fãs que assistem aos shows da pista.
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