
Shakira e Lady Gaga - Fotos: Getty Images
[TEXTO Marcelo La Farina]
Há pouco mais de uma semana foi noticiado que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, quer trazer o Rock In Rio de volta ao Brasil em 2011. Sim, após 10 anos da mais recente realização do festival em terras cariocas, a agora franquia “Rock In Rio” pode voltar ao lugar onde teve origem.
A ideia é construir um parque especialmente para o festival na Zona Oeste da cidade maravilhosa, com capacidade para 150 mil pessoas, que já ficaria como “herança” para as Olimpíadas de 2016.
Até aí, a notícia seria motivo apenas de comemoração para os fãs de boa música. Porém, ao mesmo “O Dia” o empresário Roberto Medina, idealizador do Rock In Rio, manifestou a vontade de trazer em 2011 nomes como Shakira, Lady Gaga e, para o público infantil, Miley Cyrus. Não questionando o gosto musical de cada um, mas OPA! Espera aí, caceta! É ROCK in Rio ou POP in Rio? Para dizer a verdade, nem um, nem outro.
O Rock In Rio nunca foi 100% rock. Acontece que, com o tempo, foi abrindo cada vez mais espaço para nomes que representam o pop, o eletrônico e até mesmo o axé. Para os que gritam a plenos pulmões que o festival “perdeu sua essência”, relembremos algumas das atrações da primeira edição, realizada em 1985: em meio a nomes como AC/DC, Queen, Iron Maiden, Scorpions, Ozzy Osbourne, Whitesnake, Yes, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso e Rita Lee (para citar alguns), estavam Elba Ramalho e Moraes Moreira.
Na segunda edição, em 1991, se apresentaram no Maracanã Prince, Judas Priest, Faith No More, Guns n’ Roses, Megadeth, a-ha, Billy Idol e Carlos Santana, entre muitos outros; contudo, quem não se lembra de nomes como New Kids On The Block, Roupa Nova, Ed Motta e, mais uma vez, Elba Ramalho?
Em 2001, durante a terceira edição, a coisa desandou de vez, dizem alguns. N’ Sync, Britney Spears, Five, Sandy & Junior, Aaron Carter e a memorável chuva de garrafas e copos plásticos em cima do “inatingível” Carlinhos Brown, que se apresentou no mesmo dia em que Oasis, Papa Roach e Guns n’ Roses.
Em 2004, quando o Rock In Rio extrapolou as fronteiras tupiniquins e aportou pela primveira vez em Lisboa, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Alicia Keys e Alejandro Sanz dividiram as atenções com Slipknot, Foo Fighters, Kings Of Leon, Sepultura e Paul McCartney.
Tudo isso para dizer que não é de se espantar, nem um pouco, que Roberto Medina esteja pensando em Lady Gaga que, independente do gosto de cada um, é o maior fenômeno da música mundial dos últimos tempos. Cabe à organização, pois, arquitetar as apresentações de forma a evitar atritos entre fãs mais exaltados e garantir que todas as tribos possam curtir os shows de seus ídolos como lhes cabe a tradição do metal, punk, pop, axé… o que for.
Instale o widget Celebridades que Causam
Confira mais notícias de Famosos, Música, TV e Cinema
Abril.com no Facebook: tudo sobre Esportes, Entretenimento, Notícias e Comportamento






























