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Adoro meter o ''bedelho'' na novela dos outros

20/08/2008 - 20:07

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De médico e louco todos nós temos um pouco. Complemento essa frase dizendo que todo mundo também é técnico de futebol, jurado de escola de samba, crítico de cinema e autor de novela. E acho que, perto de completar 40 anos (dia 25 de dezembro), estou englobando tudo isso.
Até treinador de ginástica artística estou me sentindo, já que gostaria de dizer umas verdades para Diego Hipólito, Jade Barbosa e Daiane dos Santos...

Só que, com certeza, é a faceta autor de novela que tem me ''possuído'' atualmente. Sei que pode parecer fácil falar sobre o trabalho dos outros, mas a cada dia que passa tenho mais vontade de dar meu jeitinho nas tramas que estão no ar.

Todo mundo sabe que eu adoro A Favorita. Reverencio diariamente o talento de João Emanuel Carneiro, mas, mesmo assim, tenho alguns toques para dar a ele. O primeiro é diminuir os desvarios de Augusto César (José Mayer). Além de chato demais, o personagem vai se envolver com Donatela (Claudia Raia), que está numa fase superdramática. Vai ficar muito estranho aquela figura patética  contrastando com uma Donatela destruída pelo sofrimento. Para Augusto César eu seguiria o conselho básico que um amigo vive me dando: ''Menos, bem menos, quase nada''.

Outro que precisa de uma mãozinha é Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia). Além de cortar o cabelo dele urgentemente, eu daria mais ação para o personagem. Para um jornalista audacioso, furão, corajoso, Zé Bob está passivo demais. Paradão em excesso. Se mexe, Zé Bob!

Outra a quem me dedicaria com afinco é Alícia. Tadinha da Taís Araújo... Tão linda e talentosa, mas relegada a fazer ponta. Eu tentaria incluir Alícia na trama principal da história, de repente, como a nova parceira de investigações de Zé Bob, já que Maíra (Juliana Paes) vai partir dessa para melhor.

E em Beleza Pura? Bem, Betão (Rodrigo Lopez), é amigo demais. Ele é confidente de Joana (Regiane Alves), Helena (Mônica Martelli) e Ivete (Zezé Polessa) e não tem vida própria. Sei que a autora Andréa Maltarolli vai arrumar uma paixão para o personagem, mas, pôxa, isso só deve acontecer no último capítulo e a novela já está chegando ao fim. Eu daria conflitos pessoais para Betão agora mesmo! Chega dele viver à sombra das outras personagens.

Em Ciranda de Pedra não vou dar pitaco de novo. Já dei minhas sugestões para Alcides Nogueira na nota ''Mais Ritmo Nessa Ciranda, Minha Gente!'', que você pode encontrar aqui no site. Já em Malhação, até que esta temporada não é das piores. Só que não suporto mais o esquema ''menina-boa-ama-menino-bom-mas-menina-má-não-deixa-os-dois-serem-felizes!''. Não é possível que no universo dos adolescentes, sempre rico, polêmico e cheio de questionamentos, não exista nada mais criativo para dar uma sacudida na fórmula desgastada da novelinha.


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Não é só na Globo que gosto de dar meus palpites. Os Mutantes, por exemplo, ganharia muito se deixasse de ser uma novela diária para virar série de um episódio por semana. Com isso, o autor, Tiago Santiago, teria mais chance de desenvolver melhor seus personagens, já que não teria o peso de inventar tantas histórias por dia. Com essa mudança, os poderes dos mutantes poderiam ser trabalhos com recursos técnicos mais apurados. Com certeza a equipe de efeitos especiais da Record agradeceria comovida.

A situação é diferente em Chamas da Vida. Se em Os Mutantes há um exagero de cenas de ação, a produção das 21h45 da Record carece de mais emoção. Com um tema ótimo, como o universo dos bombeiros, não faltam idéias para colocar os heróis em situações de risco. Até mesmo o romance entre Carolina (Juliana Silveira) e Pedro (Leonardo Brício) precisa ficar mais caliente. Pimenta-rosa no molho desses dois!!!

Você vai me perguntar: e Água na Boca? Bem, serei muito sincero. Não tenho assistido à produção da Band. Apenas por questão de tempo, porque acho a novela muito bem feita. Mas vou corrigir esse erro o mais rápido possível. Me aguarde!

Postado por: Jorge Brasil | 20/08/2008 | (9) Comentários


Casal sem química é uma tragédia para as novelas

14/08/2008 - 13:06

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Poucos problemas podem afetar tanto o desempenho de uma novela quanto a falta de química entre um casal romântico. Deve ser um sentimento terrível quando um novelista vê seus personagens tão carinhosamente construídos desmoronarem porque os atores não se entendem em cena. Atualmente, não há nada no mundo que me convença que Carmo Dalla Vecchia e Claudia Raia possam render o principal par de A Favorita. Simplesmente não há liga entre eles. Claudia é demais para o caminhãozinho de Carmo. Quando os dois estão juntos, tadinho, o rapaz vira uma criança perto de um mulherão. Carmo funcionava melhor com Patrícia Pillar e Taís Araújo... Química das boas mesmo tem Cauã Reymond e Mariana Ximenes. Quando Haley e Lara estão juntos, a telinha pega fogo. Dono de uma pegada forte, tudo leva crer que Cauã vai fazer uma bela parceria com Deborah Secco também. Vamos aguardar!

Outro exemplo acontece em Beleza Pura. Regiane Alves e Edson Celulari não deram certo. Ela fica muito melhor nos braços de Humberto Martins e Edson fica bem ao lado de Christiane Torloni. Mas como Joana e Guilherme são os protagonistas da história, certamente vai rolar uma forçada básica para ficarem juntos. Muita gente sempre me escreve querendo saber, afinal, o que é essa história de ''química''.

Bem, basicamente, posso dizer que é aquele entrosamento entre um casal de atores em cena. E afirmar com absoluta certeza quando isso irá acontecer é muito difícil. Por isso, os diretores e autores geralmente gostam de repetir um casal quando ele dá certo. Só que nem mesmo isso é garantia de sucesso. É só lembrar que, em Esperança (2002), Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin viveram um par romântico dos bons, mas ao repeti-los em Sete Pecados (2007), foi tudo por água abaixo. Giane e Priscila não tiveram liga na trama de Walcyr Carrasco.

Confira outros casos de sucesso e fracassos retumbantes de casais românticos em nossas novelas:

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Falta de química

Alzira (Flávia Alessandra) e Juvenal Antena (Antonio Fagundes), em Duas Caras (2008)

Clarice (Lavínia Vlasack) e Daniel (Marcelo Serrado), em Prova de Amor

Isabel (Carolina Dieckmann) e Daniel (Dan Stulbach), em Senhora do Destino (2004)

Do Carmo (Susana Vieira) e Dirceu (José Mayer), em Senhora do Destino

Olívia (Ana Paula Arósio) e Léo (Thiago Rodrigues), em Páginas da Vida (2006)

Júlia (Gloria Pires) e André (Marcello Antony), em Belíssima (2005)

Yolanda (Ana Paula Arósio) e Martin (Erik Marmo), em Um só Coração (2004)

Eva (Malu Mader) e Conrado (Thiago Lacerda), em Eterna Magia (2007)

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Química Explosiva

Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis), em Alma Gêmea (2005)

Vivianne (Letícia Spiller) e Naldo (Eduardo Moscovis), em Senhora do Destino (2004)

Débora (Juliana Knust) e Antônio (Otávio Augusto), em Duas Caras (2008)

Cíntia (Helena Ranaldi) e Pedro (José Mayer), em Laços de Família (2000)

Gui (Juliana Paes) e Artur (Murilo Benício), em Pé na Jaca (2006)

Marisol (Danielle Winits) e Esteban (Marcos Pasquim), em Kubanacan (2003)

Edwiges (Carolina Dieckmann) e Cláudio (Erik Marmo), em Mulheres Apaixonadas (2003)

Lurdinha (Cleo Pires) e Glauco (Edson Celulari), em América (2005)

Casais perfeitos

Ficaram famosas as combinações de sucesso entre Tarcísio Meira & Glória Menezes; Regina Duarte & Francisco Cuoco; Eva Wilma & Carlos Zara; Yoná Magalhães & Carlos Alberto, Susana Vieira & José Wilker; Eduardo Moscovis e Carolina Ferraz, só para citar alguns.

Muitas vezes também a química é tão forte que os artistas levam a paixão da ficção para a vida real. A lista é enorme: Tarcísio e Glória (25499 Ocupado), Eva e Zara (Mulheres de Areia), Fábio Jr. e Gloria Pires (Cabocla), Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi (Aritana), Letícia Sabatella e Angelo Antônio (O Dono do Mundo), Júlia Lemmertz e Alexandre Borges (Guerras sem Fim), Cássio Gabus Mendes e Lídia Brondi (Meu Bem, Meu Mal), Marcello Novaes e Letícia Spiller (Quatro por Quatro), Edson Celulari e Claudia Raia (Deus nos Acuda), Vladmir Brichta e Adriana Esteves (Kubanacan) e Daniel de Oliveira e Vanessa Giácomo (Cabocla)... Mas trágico mesmo é quando aposta-se tanto que o principal casal da história vai envolver o público em sua linda história de amor e nada acontece. Todo mundo esperava que Murilo Benício e Deborah Secco tivessem uma química bárbara em América (2005), mas que nada. A dupla deu tão errado, que ele acabou nos braços de Gabriela Duarte e ela ficou com Caco Ciocler. Outro exemplo? Malu Mader e Marcos Palmeira em Celebridade (2003). O próprio Gilberto Braga (autor da novela) declarou há pouco tempo que a falta de clima entre os dois atores prejudicou seu principal casal. Ao mesmo tempo, na mesma novela, Cláudia Abreu e Márcio Garcia arrebataram o público na pele dos safados Laura e Marcos. Já em Paraíso Tropical (2007), nada contra Fábio Assunção e Alessandra Negrini. Os dois até que tiveram uma boa química, só que foi na cama de Bruno Gagliasso que a atriz conseguiu um melhor resultado. Quem poderia imaginar que os dois combinariam tão bem? O mesmo pode-se dizer de Renée de Vielmond e Rodrigo Veronese, e de Wagner Moura e Camila Pitanga na mesma novela. Hoje, quando fala-se em Paraíso Tropical só vem à cabeça Olavo e Bebel se ''pegando''.

Postado por: Jorge Brasil | 14/08/2008 | (11) Comentários


A Favorita: um marco de nossa teledramarturgia

06/08/2008 - 19:19

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No capítulo exibido na terça-feira, dia 5, João Emanuel Carneiro encerrou a primeira parte de sua trama. Ao revelar para o mundo que Flora (Patrícia Pillar) era a assassina de Marcelo, o novelista elevou A Favorita a um dos mais altos patamares da história de nossa teledramaturgia. Que obra foi tão ousada ao entregar seu grande mistério no meio de sua exibição? A Favorita fez isso e vai fazer muito mais. A história tem ainda muitas possibilidades a serem desenvolvidas e confio no talento, na astúcia e na sensibilidade de João Emanuel para nos envolver nessa rede de intrigas.


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Sei que você pode ou não ter gostado de ver a mocinha da novela das 9, por quem torcia fervorosamente, mostrar suas garras e se assumir como a grande vil da trama. Uma víbora que, inclusive, foi punida, já que amargou 18 anos atrás das grades e nada aprendeu com seu sofrimento. Pior: tornou-se ainda mais maléfica. Sei que bate uma pontadinha de traição, afinal, tradicionalmente heroínas são do bem e bandidas são do mal. Mas atire a primeira pedra quem nunca esbarrou com uma Flora? Aquela pessoa do seu trabalho ou até da convivência amorosa que escondia duas caras, conseguia manipular todo mundo com rara habilidade e passava seus dias parasitando a vida de todos sua volta. Eu conheço várias criaturas assim, uma delas, inclusive, teve sua máscara de bom moço retirada bem recentemente, destruindo corações.

E a Donatela (Cláudia Raia)? Diga-me se você também não conhece alguém que, como ela, movida pela emoção, vive metendo os pés pelas mãos, comete inúmeras besteiras, mas no fundo tem um coração enorme? Também já cruzei com algumas Donatelas...


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Por isso, não quero ver ninguém reclamando da falta de coerência nessa virada bombástica de A Favorita. É plenamente possível que, assim como Irene (Glória Menezes), a gente seja manipulado por pessoas ruins que nos decepcionem quando descobrimos toda a verdade. Isso também vai acontecer em A Favorita. Será no terceiro ato da trama, quando todos os personagens conhecerão a verdadeira Flora. Mas, antes disso, vamos acompanhar a segunda fase, que narrará o martírio de Donatela. A perua sofrerá o pão que o diabo amassou na cadeia, só que, "cascuda", ressurgirá fortalecida tal qual o pássaro Fênix, lutando para provar sua inocência.

Esse jogo de gato e rato que João Emanuel Carneiro realizou com o público me lembrou os livros de Agatha Christie que li na adolescência. Como nos suspenses da escritora, eu fiquei roendo as unhas de nervoso a cada novo lance que João Emanuel criava. Agora sabemos que era Donatela quem dizia a verdade. E não vou perder um só capítulo para conferir o que o novelista vai aprontar. Mas já estou morto de pena de Lara (Mariana Ximenes) e Irene (Glória Menezes), que ficarão tão arrasadas quanto você ao se depararem com o ser maligno que vive sob os cachos loiros e meigos de Flora.

Longa vida para A Favorita. E que venham mais produções ousadas, corajosas e cheias de vontade de surpreender o público.

Postado por: Jorge Brasil | 06/08/2008 | (65) Comentários


Mais ritmo nessa ciranda, minha gente!!!!

31/07/2008 - 14:57

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Sou muito fã de tudo o que gira em volta de Ciranda de Pedra. Do maravilhoso livro de Lygia Fagundes Telles, da adaptação feita por Teixeira Filho, em 1981, e da nova versão escrita por Alcides Nogueira. E sempre defendi o remake exibido pela Globo, reclamando da baixa audiência. Acho injusto que, uma produção tão caprichada, não tenha o ibope que mereça. Mas, de uns tempos para cá, a novela tem sido atingida por um fenômeno que há algum tempo vinha sendo evitado pelos novelistas: a famosa barriga. Explica-se: o termo é usado quando, no meio da novela, a trama fica meio parada e perde-se a vontade de assistir ao capítulo do dia seguinte. Está acontecendo isso em Ciranda de Pedra. Está totalmente sem ritmo. A ciranda de emoções da história está paradinha, paradinha. Nem mesmo a doença de Natércio (Daniel Dantas), que separou Laura (Ana Paula Arósio) e Daniel (Marcello Antony), conseguiu dar mais eletricidade.

O que se fazer num caso como esse? Normalmente, autores apelam para o 'quem matou?' Na verdade, isso já iria acontecer com Julieta (Mônica Torres), que seria misteriosamente assassinada. Muito também se falou sobre a morte de Laura, só que até agora, nada!

Uma boa saída seria explorar mais a personagem Elzinha. Biscoito finíssimo, Leandra Leal é o grande nome do elenco. Atriz inteligente, Leandra conseguiu equilibrar o tom cômico do papel, evitando que Elzinha virasse uma caricatura. Então, nada mais acertado do que incluir a vendedora no principal núcleo da trama.

Outra boa opção está nas mãos de Ana Beatriz Nogueira. Enquanto Leandra domina com folga o lado cômico da história, Ana Beatriz reina no setor dramático. Que Frau Herta é uma víbora, ninguém duvida, mas para esse momento mais "devagar, devagarinho", nada melhor do que fazer a governanta praticar ainda mais maldades. Muitas, aliás. Nem todas bem-sucedidas, é claro, já que os espectadores amam ver os vilões se dando mal. É só prestar atenção: vilão bem-sucedido é aquele que faz os mocinhos e mocinhas sofrerem, mas que também apanham bastante antes do último capítulo.

Exemplos? Bem, lá vai... Nazaré (Renata Sorrah), de Senhora do Destino (2004), fez do Carmo (Susana Vieira) comer o pão que o diabo amassou, mas também foi castigadíssima: levou uma surra da inimiga, foi internada num hospício, virou foragida da polícia... Quer mais? Em Paraíso Tropical (2007), o quarteto do mal Olavo (Wagner Moura), Bebel (Camila Pitanga), Taís (Alessandra Negrini) e Ivan (Bruno Gagliasso) padeceram tanto quanto fizeram sofrer.

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Mas, de volta à Ciranda de Pedra...
A novela tem um problema muito sério e difícil de ser resolvido. Seu elenco feminino é brilhante. Além de Leandra e Ana Beatriz, Ana Paula Arósio está muito bem, Paola Oliveira surpreende com sua interpretação firme, a veterana Maria Pompeu está ótima, assim como Mila Moreira e Walderez de Barros. Até na ala jovem, as mulheres mandam muito bem. Adoro Hermínia Guedes, Thammy Di Calafiori, Ariela Masoti e Ana Sophia Folch.

Só que o mesmo não podemos dizer sobre os homens. Entre os atores, ninguém supera Osmar Prado, mais uma vez grandioso. Bruno Gagliasso está apenas correto e Caio Blat não compromete. Os demais são fraquíssimos. E pior: a começar pelos protagonistas.

Não vou dizer que Daniel Dantas não saiba atuar. Mas é intérprete de um papel só: os fracos, alcoólatras e tímidos. Ele não convence como o cruel Natércio. Falta força física e emocional a Daniel. Talvez tivesse sido mais acertado ele criar um personagem dissimulado em vez de um advogado poderoso e mandão. Cada vez que Natércio dá uma ordem, ninguém treme. E os embates dele com Ana Paula Arósio, então, são constrangedores. Dona de uma presença cênica poderosa, ela engole o colega de cena.


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Já no que se refere a Marcello Antony, não há solução mesmo. O que ele tem de bonito, tem de canastrão. Daniel triste ou Daniel feliz, ganha a mesma estrutura de atuação do rapaz. A impressão que fica é que, num momento crítico em que sua falta de talento se sobressai, nada como abrir aquele sorriso bonito para salvar a pátria. Mas a mim não convence. Não vejo qualquer diferença nos desempenhos dele. Seja o bonzinho Viriato, de Senhora do Destino, o vilão André, de Belíssima (2005), ou o gente boa Cássio, de Paraíso Tropical, todos parecem um só.

Então fica mais uma sugestão para Alcides Nogueira: já que não está respeitando ao pé da letra a obra de Lygia Fagundes Telles, em vez de matar Ana Paula Arósio ou Mônica Torres, por que não assassinar Marcello Antony? Não vai fazer a menor falta. E crie um novo médico para Laura se apaixonar, de preferência, vivido por Reynaldo Gianecchini. Galã por galã, Gianecchini ao menos é mais bonito, carismático e talentoso que Antony. Até semana que vem. Fui!!!!!!

Postado por: Jorge Brasil | 31/07/2008 | (9) Comentários


É clichê, mas vou dizer assim mesmo: Glória Menezes é gloriosa!!!!

23/07/2008 - 15:23

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Como sou um homem de época, felizmente, assisti Irmãos Coragem (1970), Pai Herói (1979), Jogo da Vida (1981), Guerra dos Sexos (1983), Corpo a Corpo (1984), Brega & Chique (1987), Rainha da Sucata (1990), todas estreladas pela mais importante atriz de TV do Brasil: Glória Menezes.

Mas, desde Deus nos Acuda (1992), Glória não tinha uma personagem à altura de seu talento. Erro que foi corrigido agora, em A Favorita. Na pele da ricaça Irene, Glória volta a ser protagonista e, além de linda, esbanja classe em cada cena que faz. Seus embates com Claudia Raia são espetaculares e as cenas de emoção com Mariana Ximenes e Patrícia Pillar me tiram o fôlego.

Irene virou uma espécie de Miss Marple (detetive idosa de vários livros de Agatha Christie), já que, até agora, foi ela quem resolveu todos os mistérios: descobriu as falcatruas de Dodi (Murilo Benício), ajudou Flora (Patrícia Pillar) a se aproximar de Lara (Mariana Ximenes) e acabou com a banca de Donatela (Claudia Raia), gritando a plenos pulmões: "Assassina!". Bom demais!

Glória degusta o brilhante texto de João Emanuel Carneiro com prazer, certamente, por dar valor à jóia que está em suas mãos. Atriz experiente, não tenta sobrepujar suas colegas de trabalho e sim soma seu talento ao delas, criando uma saborosa parceria. Não perco A Favorita por muitos motivos, mas um dos fundamentais, é me deliciar com Glória Menezes.

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MINHAS 5 ATUAÇÕES FAVORIAS DE GLÓRIA

1 Lara / Diana / Márcia, de Irmãos Coragem
A novela foi exibida entre 1970/1971, mas acompanhei a trama de Janete Clair numa reprise em 1980, dentro do programa TV Mulher. Passei meses chegando atrasado na escola porque não queria perder nem uma cena de Glória Menezes e suas três personagens: Lara, Diana e Márcia. Até hoje me impressiono com as nuances que a atriz colocou em cada personalidade. Um trabalho extraordinário!

2 Ana Preta, de Pai Herói
Outra personagem de Janete Clair criada especialmente para Glória. Ana Preta era a alegria em movimento. Alegre, popular e esfuziante, ela era o contraponto perfeito para a suavidade da bailarina Carina (Elizabeth Savalla, também maravilhosa). As duas disputavam o amor de André (Tony Ramos) e todos, até eu, torceram para que ele ficasse com Carina. Sim, porque Ana Preta não era o tipo de mulher que necessitasse de um homem para ser feliz. Mesmo assim, na última cena, num desfile de escola de samba, Janete presenteou Glória com o sorriso lindo de Reginaldo Faria, indicando um final romântico para sua protagonista.

3Laurinha, de Rainha da Sucata
Essa chiquérima vilã intepretada pela atriz é um marco da teledramaturgia. E uma obra-prima criada por Silvio de Abreu. A víbora Laurinha Figueiroa era de uma crueldade poucas vezes vista. E foi capaz até mesmo de se matar para destruir a vida da inimiga Maria do Carmo (Regina Duarte). Desempenho de categoria. Digno de uma grande estrela.

4Tereza, de Corpo a Corpo
Glória e Débora Duarte travaram duelos de interpretação incríveis nessa instigante novela de Gilberto Braga. Ferida por ter sido abandonada pelo homem que amava (Antonio Fagundes), Tereza criou um plano diabólico, envolvendo o próprio demônio (Flávio Galvão), para se vingar. Glória carregava nos olhos tanto rancor, tamanho ódio e amargura, que me deixava incomodado. Era uma mulher digna de pena, mas ótima para se odiar. Uma atuação simplesmente perfeita!

5Jordana, de Jogo da Vida
Vivida pela atriz logo depois do sucesso de Pai Herói, Glória mostrou como podia ser versátil. Jordana era tão povão quanto Ana Preta. Só que Glória imprimiu características complemente diferentes na nova personagem. Corria o risco de se repetir, mas, ao contrário, inovou e se superou. Jordana era melodramática, gritava muito e era emoção pura. A parceria com Gianfrancesco Guarnieri em muito contribuiu para o sucesso da novela para essa aula de interpretação de nossa estrela.

Postado por: Jorge Brasil | 23/07/2008 | (12) Comentários


O FENÔMENO PANTANAL: EXPLIQUE-O OU SERÁ DEVORADO. EU FUI!

16/07/2008 - 17:29

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Quando foi exibida, em 1990, a novela Pantanal provocou muito burburinho. Se não me engano, foi e é a maior audiência já conquistada por uma trama não global: alcançou picos de 40 pontos. Realmente um fenômeno! E que se repete agora. Não com os mesmos índices, é claro. Mas os 14 pontos que a produção da extinta Rede Manchete vem arrebatando no SBT também são fenomenais, principalmente, porque é a quarta vez que ela é exibida. A primeira foi entre 27/03 a 10/12 de 1990, a reprise veio logo em seguida, de 17/06/1991 a 18/01/1992, e depois foi reapresentada de 26/10/1998 a 14/07/1999.

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Na época, até entendia (mas não suportava) esse sucesso, afinal, as tramas do horário nobre da Globo eram gravadas em estúdio, com poucas cenas ao ar livre e normalmente urbanas. Benedito Ruy Barbosa (o autor) e Jayme Monjardim (diretor) inovaram com seqüências realizadas quase que totalmente em externas, valorizando aquele cenário deslumbrante do Pantanal, que explodia na retina do espectador. A trilha sonora linda de Marcus Vianna e muitos personagens mágicos, típicos do folclore nacional, mas desconhecidos de grande parte da população, também ajudaram nessa empreitada. O elenco também se dedicou de corpo e alma e criou tipos inesquecíveis, como o Velho do Rio (Cláudio Marzo), Juma Marruá (Cristiana Oliveira) e Maria Bruaca (Ângela Leal). Muitos atores se revelaram em Pantanal. Alguns emplacaram: Carolina Ferraz, Marcos Winter, a já citada Cristiana Oliveira, Marcos Palmeira, Ângelo Antônio e Paulo Gorgulho. Outros, tiveram pouco mais de 15 minutos de fama: Ingra Liberato, Luciene Adami, Giovanna Gold e Andréa Richa.

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Mas, na boa, galera! Entre imagens bonitas, um elenco jovem fazendo sexo na beira do rio, atores veteranos dedicados, sobrava pouquíssimo. A história era chata de doer. E nada acontecia. Fiz uma reportagem certa vez sobre alguns disparates da novela e contei (durante uma semana de exibição) que o pássaro Tuiuiu pousou nada menos que 32 vezes sobre um tronco de árvore. Que tédio!

Como fez sucesso, Pantanal teve 216 capítulos e a história foi tão esticada que virou um samba-do-pantaneiro-doido.

Por isso é que levanto a reflexão: Como explicar o novo sucesso do fenômeno Pantanal? Tal e qual a Esfinge egípcia que avisava, "decifra-me ou te devoro", fui devorado. Mastigado! Triturado! Digerido! Não consigo entender o que faz as pessoas continuarem assistindo e gostando de algo velho e ultrapassado como Pantanal. Eu, tô fora!

Postado por: Jorge Brasil | 16/07/2008 | (130) Comentários


GUERRA E PAZ: FICAMOS NO ZERO A ZERO

09/07/2008 - 15:18

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Nunca escondi o fato de que sou louco por seriados. Tanto que, atualmente, acompanho nada menos que 14 séries: Lost, Medium, Bones, Samantha Who?, Brothers & Sisters, Dexter, Damages, Desperate Housewives, Ugly Betty, The New Adventures of Old Christine, Heroes, Mad Men, Big Love e Terminator: The Sarah Connor Chronicles. E pensei que o 15° fosse um programa brasileiro.

Mas Guerra e Paz foi uma decepção do início ao fim. Depois de tanto ensaiar escrever séries em suas novelas ágeis, cheias de ação e tramas curtas, Carlos Lombardi parecia estar pronto para mergulhar num gênero tipicamente americano. Para falar a verdade já não tinha gostado muito do episódio piloto, exibido entre os especiais de fim de ano (2007) da Globo. Mas achei que, para a emissora aprovar a série para a grade de 2008, seria feita alguma mudança fundamental em toda a estrutura do seriado. Cheio de boa vontade, sentei sexta-feira à noite em minha cama quentinha para ver a estréia de Guerra e Paz.

Mas, fala sério! Que chatice! Além de utilizar um humor mais velho do que A Praça é Nossa, o texto era de uma pobreza só. Os diálogos de Danielle Winits e Marcos Pasquim não tinham a menor graça ou qualquer atrativo para prender a atenção do público. O elenco está afiado com a proposta do autor, mas o problema é que os atores revivem papéis que já interpretaram em novelas de Lombardi. Bárbara, a loura destrambelhada, maluquinha mas esperta e de bom coração, Danielle já fez em Uga Uga (2000), O Quinto dos Infernos (2002) e Kubanacan (2003). Pelo menos, boa atriz que é, ela segura o tranco com algum charme. A situação é mais problemática com Marcos Pasquim. Ator de um personagem só, ele se repete descaradamente e sua lista é ainda maior do que a de sua companheira. Seu Pedro Guerra é igualzinho ao Lance, de Pé na Jaca (2006); ao Crazy Jake, de Bang Bang (2006); ao Esteban, de Kubanacan (2003); ao Pedro, de O Quinto dos Infernos (2002); ao Van Damme, de Uga Uga (2000) e até mesmo ao Tadeu, de A Lua me Disse (2005). E olha que essa última novela nem foi assinada por Carlos Lombardi e sim por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa. Grave, gravíssimo…

****

Talvez se o novelista tivesse experimentado ter seu texto representado por outros atores, o resultado não seria tão ruim. Não suporto mais ouvir as mesmas entonações, as mesmas piadas e os mesmos tempos cômicos na boca do elenco de sempre (inclua ainda aí Betty Lago, que, em apenas uma ceninha, demonstrou que também viverá a personagem de sempre). Pelo menos dessa vez, Lombardi está brincando com seus próprios clichês. Em algumas cenas surgiram piadas sobre os homens sempre descamisados em suas tramas, as correrias e a eterna batalha entre homens e mulheres. Como tenho uma paciência de Jó, darei mais uma chance ao programa. Uma não, duas. Assistirei aos dois próximos episódios. Mas se continuar me dando sono, com certeza, das duas uma: ou troco de canal ou me entrego aos braços de Morfeu.
Fui!

Postado por: Jorge Brasil | 09/07/2008 | (24) Comentários


10 MOTIVOS PARA VOCÊ AMAR RAKELLI

02/07/2008 - 19:48

Foto: Montagem

Algumas atrizes iluminam a tela com sua simples presença. O carisma é tão forte que deixa todo o público hipnotizado. Isis Valverde está caminhando para esse status, em que se encontram divas como Patrícia Pillar, Claudia Raia, Gloria Pires, Renata Sorrah, Natália do Vale e Ana Paula Arósio, para citar apenas algumas. E olha que a menina está apenas em seu terceiro trabalho... Quem viu a jovem, tímida, como a misteriosa Ana do Véu, em Sinhá Moça (2006), não imaginava o vulcão que iria surgir. Sua rápida passagem por Paraíso Tropical (2007), como a prostituta Telma, mostrava que Isis tinha uma sensualidade latente. Mas a surpresa boa mesmo veio com a estréia de Beleza Pura.

Rakelli era para ser apenas mais uma Darlene (personagem de Deborah Secco em Celebridade, de 2003), da vida, mas Isis construiu uma personagem inesquecível. Além de deslumbrante, a mineirinha de Aiuruoca, vem exibindo um talento para comédia inesperado. Rakelli é meiga, safadinha, engraçada, burrinha, esperta, fofa, apaixonada e irresistível. Tudo bem que o texto de Andrea Maltarolli é ótimo, mas é o desempenho de Isis que faz da personagem um marco da TV. Por isso, elaborei uma lista com 10 motivos para você também cair de amores por Rakelli. Confira e comente. Beijão!

Foto: Montagem

1. O visual de desenho animado: figurino coloridíssimo e acessórios superfofos

2. O jeito atrapalhado e sem noção, que mata a gente de rir

3. A doce ignorância, principalmente, as trocas de palavras. É hilariante!

4. O choro histérico. Tem gente que não gosta, mas acho sensacional

5. As coreografias que ela inventa. A cena em que Rakelli ensinava a índias a dançar funk foi maravilhosa

6. A integridade. Honestíssima, ela é um exemplo para as jovens de sua geração

7. A relação carinhosa com a família. Apesar das brigas com Anderson (Paulo Vilela), ela ama o irmão e é muito amiga da mãe, Ivete (Zezé Polessa), de Betão (Rodrigo Lopéz), e agora do pai Gaspar (Kadu Moliterno)

8. A paixão por Robson (Marcelo Faria). Os dois foram feitos um para o outro e viraram o casal mais querido da novela das 7

9. A beleza estonteante. Tudo é lindo nela: o cabelo, a pele, os olhos, o corpo...

10. A garra: Rakelli é determinada e não mede esforços para realizar seu grande sonho de trabalhar com Luciano Huck. Mas seria incapaz de prejudicar ninguém por causa disso

Postado por: Jorge Brasil | 02/07/2008 | (26) Comentários


APLAUSOS PARA A FAVORITA!!!

26/06/2008 - 12:00

Oi, galera. A partir dessa semana vamos nos encontrar sempre no site de Contigo! Na verdade, quem navega por aqui há bastante tempo já me conhece. Eu tinha uma coluna de vídeo, em que comentava assuntos "novelísticos", pequenas fofocas de bastidores, curiosidades... ou seja: de tudo um pouco. E esta é justamente a proposta desse nosso novo encontro: mergulhar fundo no fantástico universo das telenovelas. Bem, para quem está me encontrando pela primeira vez, segue uma rápida apresentação: sou jornalista há 16 anos e já trabalhei em praticamente todos os veículos de comunicação do Rio de Janeiro e em alguns de São Paulo. Na TV, comandava o quadro Linguarudo do Planeta, do programa Planeta Xuxa, e fui debatedor do Programa da Lili, comandado por Liliana Rodrigues, na CNT. Também fui editor de Contigo! e há seis anos sou Redator-Chefe da revista Minha Novela. Já trabalhei também em diversas rádios e no site Achei. Sou tricolor (Fluminense) de coração, torcedor fanático das escolas de samba Unidos do Viradouro, Beija-Flor e Vai-Vai e um apaixonado por boa culinária, cachorros (tenho nove), cinema, seriados e novelas, é claro. Tenho 39 anos, não sei dirigir e já entrei e sai de academias de ginástica tantas vezes que já perdi as contas.

Foto: Montagem



Como também já perdi as contas de quantas novelas já assisti. Atualmente, o cardápio da telinha está para lá de recheado. Todas as emissoras nos oferecem "pratos" caprichados. Há muito tempo que não me deparo com tantas opções diferentes e, pode ter certeza, todas saborosas. Vou começar pelo prato principal: A Favorita. Não tenho o menor pudor de garantir que a trama de João Emanuel Carneiro é simplesmente a melhor exibida no horário nobre da Globo desde Senhora do Destino (2004). Talvez A Favorita seja até mesmo superior do que Senhora do Destino... Mas essa constatação só poderei fazer quando o último capítulo for exibido. E, nossa, ainda temos muita água pela frente...

Foto: Montagem



A estréia de João Emanuel no horário nobre foi cercada por muita expectativa. Se, no quesito qualidade, ela foi plenamente cumprida, na que se refere à audiência não. É verdade que esse injusto ibope abaixo do esperado está se revertendo, mas fico pensando em tudo o que as pessoas que não acompanharam a novela desde o início já perderam.

É difícil apontar o que não gosto... Até Cauã Reymond, por quem nutro uma implicância justificada - já que ele é notoriamente um péssimo ator - está correto como o picareta Harley. Tudo bem que o personagem é o mesmo que ele viveu em Belíssima (2006), só que agora Cauã está no tom certo. É difícil destacar também o que gosto. Do texto bem construído e inteligente do novelista à direção enxuta de Ricardo Waddington, tudo funciona.

No elenco, todos estão bem, especialmente, as mulheres. Taís Araújo criou uma Alícia deliciosamente abusada e suas cenas com Milton Gonçalves (o melhor nome masculino do elenco até agora) e com Fabrício Boliveira (uma grata surpresa) são de arrepiar. Já Mariana Ximenes mostra porque é considerada a melhor atriz de sua geração e Glória Menezes, finalmente, tem um papel à altura de seu imenso talento. Mas as donas de A Favorita até agora são Patrícia Pillar e Cláudia Raia. Até agora não sei por quem torço. Tem hora que acho que Flora está certa em lutar para provar sua inocência, mas é complicado lidar com uma heroína tão manipuladora. E, muitas vezes, entendo o desespero de Donatela e acredito quando diz que Lara é a razão de sua vida. Mas como acreditar 100% em alguém tão instável?

Essas nuances de caráter de Flora e Donatela estão brilhantemente expostas no texto de João Emanuel, mas é na interpretação genial das duas atrizes que isso se materializa. E tenho vontade de levantar do meu sofá e aplaudi-las cada vez que estão em cena. Pensando bem, é isso que vou fazer: me levanto e aplaudo Claudia, Patrícia e toda a equipe de A Favorita. Eles merecem!

Postado por: Jorge Brasil | 26/06/2008 | (55) Comentários

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(20/08) - Adoro meter o ''bedelho'' na novela dos outros
(14/08) - Casal sem química é uma tragédia para as novelas
(06/08) - A Favorita: um marco de nossa teledramarturgia
(31/07) - Mais ritmo nessa ciranda, minha gente!!!!
(23/07) - É clichê, mas vou dizer assim mesmo: Glória Menezes é gloriosa!!!!
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