ADORO essa época do ano. Gosto tanto que abri até a frase dessa coluna com letras em maiúsculas. Vem aí o Carnaval, a entrega do Oscar e já estão pipocando as eleições dos melhores do ano. E, como não poderia ser diferente, vou fazer nosso balanço de tudo o que Curti! e Não Curti! na telinha em 2011. Felizmente tivemos mais destaques positivos do que negativos, como você verá a seguir. Mas pode botar a boca no trombone, viu?
CURTI!

Foto: Globo / Divulgação
Novela:
Estou extremamente dividido entre Cordel Encantado e A Vida da Gente. A primeira foi a novela mais inovadora na telinha desde A Favorita (2008). A mistura de cangaço com conto de fadas deu supercerto e as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes provaram que estão prontas para arrasar no horário nobre da Rede Globo. Já A Vida da Gente é um novelão clássico, só que é tão bem escrito que não consigo deixar de assistir a nenhum capítulo. Lícia Manzo, a quem já admirava por causa da série Tudo Novo de Novo (2009), me conquistou de vez. E o elenco então? Nossa! Um sonho! Ah! Quer saber de uma coisa? Na preciso ficar sofrendo não. A melhor novela de 2011 na verdade foram duas: Cordel Encantado e A Vida da Gente! Pronto falei, tô leve! Duas obras maravilhosas, de autoras novas na função de titular, mas que roubaram a cena das poderosas novelas das 9.
Menções honrosas: Vidas em Jogo, pela trama ágil e bem contada, atores apaixonados e uma direção inteligente. Sem falar que tem no elenco o Myllow (como Zé) o cão mais fofo e talentoso que já surgiu nas nossas novelas. Impossível não destacar ainda a ousadia de O Astro, o alto nível de Insensato Coração e a juventude de Rebelde.

Foto: Globo / Divulgação
Série:
Outro empate! Fico com a dramática Força-Tarefa e a cômica Tapas & Beijos. A primeira fica melhor a cada temporada e já estou me sentindo órfão, já que Murilo Benício e Fabiula Nascimento vão fazer Avenida Brasil (próxima trama das 9) e, por isso, não teremos a série e, 2012. Já Tapas & Beijos é irresistível. Engraçada, dinâmica e muito bem escrita, dirigida e interpretada.
Menções honrosas: Divã, Amor em Quatro Atos, Batendo Ponto, Macho Man e Sansão e Dalila.

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Ator:
Essa categoria será o clichê do ano. É Gabriel Braga Nunes na cabeça e não tem para ninguém. O Leo, de Insensato Coração, é simplesmente o melhor vilão de todos os tempos. E ele arrasou!
Menções honrosas: Bruno Gagliasso, macabro em Cordel Encantado; Murilo Benício cada vez melhor em Força-Tarefa; Rodrigo Lombardi e Marco Ricca, inesquecíveis em O Astro; Rafael Cardoso e Thiago Lacerda, ótimos em A Vida da Gente, e Jorge Fernando, engraçadíssimo em Macho Man. E faço questão de reverenciar Rodrigo Sant’Anna. Isso mesmo! O intérprete da banida Valéria, do Zorra Total, é um grande ator e nos brindou com a personagem mais hilariante dos últimos tempos.

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Atriz:
Muito difícil essa categoria, já que as melhores atuações do ano na TV estiveram nas mãos das coadjuvantes. Mas vou ficar com Marjorie Estiano em A Vida da Gente. Manu é uma personagem extremamente difícil, delicada e que pedia uma atriz sensível e inteligente. Marjorie tem essas características e tem dado shows diários. Nem uma cena passa em branco por suas mãos talentosas. Sem falar que Marjorie também esteve excelente em Amor em Quatro Atos.
Menções honrosas: Gloria Pires esteve muito bem no início de Insensato Coração, mas perdeu o fôlego na reta final. Flavia Alessandra era minha favorita aqui, graças a sua dupla interpretação da Naomi humana e da Naomi robô, em Morde & Assopra. Adriana Esteve também esteve ótima na mesma novela. Sempre achei Fernanda Vasconcellos chatinha, mas ela está arrasadora em A Vida da Gente. Adoro a firmeza de Julianne Trevisol em Vidas em Jogo e Carolina Ferraz provou em O Astro, que, uma vez estrela, sempre estrela. Amo Fernanda Torres e Andréa Beltrão em Tapas & Beijos e Lilia Cabral foi uma Mercedes irresistível em Divã. Palmas também para Nathália Dill (Cordel Encantado), Ingrid Guimarães (Batendo Ponto), Giovanna Antonelli e Marília Pêra (Aquele Beijo) e, principalmente, para Thalita Carauta. Parceira de Rodrigo Sant´Anna no Zorra Total, Thalita é atriz com “A” maiúsculo.

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Ator Coadjuvante:
Queria muito dar esse “prêmio” para a melhor atuação da carreira de Humberto Martins em O Astro ou para o infernal Baltazar de Alexandre Nero, em Fina Estampa. Ou mesmo para o frio e calculista Horácio Cortez de Herson Capri, em Insensato Coração. Mas o dono da bola foi mesmo Marcelo Serrado. O slave Crodoaldo Valério, o Crô, é simplesmente o dono da bola em Fina Estampa.
Menções honrosas (outras): Luiz Serra em A Vida da Gente. Quem resiste ao Wilson? Eu não. Da mesma novela, destaque para Paulo Betti, Leonardo Medeiros e Luiz Carlos Vasconcellos. De Insensato Coração um trio da pesada: Thiago Martins, Ricardo Tozzi e Leonardo Miggiorin. De Morde & Assopra: Otaviano Costa e Klebber Toledo. De Cordel Encantado: Osmar Prado, João Miguel, Marcos Caruso e Carmo Dalla Vecchia. E não vou deixar de citar André Di Mauro e Sandro Rocha (que melhoraram muito em Vidas em Jogo); Luiz Miranda (Batendo Ponto), Flávio Migliaccio, Otávio Muller e Érico Brás (Tapas & Beijos), Jayme Periard (Amor e Revolução) e Roney Facchini (Macho Man).
Atriz Coadjuvante:
Cássia Kiss Magro é o Gabriel Braga Nunes dessa categoria. Sua Dulce, de Morde & Assopra, foi arrebatadora. Cássia é uma atriz que não tem medo de se enfear e se entrega aos personagens de corpo e alma. E olha que ela teve competidoras fortíssimas, como a espetacular Ana Beatriz Nogueira em A Vida da Gente e Nicette Bruno, a suavidade em forma de gente, na mesma novela. Além de Deborah Secco, a ladra de cenas de Insensato Coração; Beth Goulart, a malvada Regina de Vidas em Jogo, e Débora Bloch como a bruxa malvada Úrsula, de Cordel Encantado. Ainda da trama de Duca Rachid e Thelma Guedes, as ótimas Zezé Polessa, Lucy Ramos e Luiza Valdetaro.
Para completar: Lucinha Lins e Denise Del Vecchio (Vidas em Jogo), Stephany Brito, Maria Eduarda, Malu Galli e Gisele Fróes (A Vida da Gente), Rita Elmor (Macho Man), Fernanda de Freitas (Tapas & Beijos), Ana Lúcia Torre, Deborah Evelyn (Insensato Coração), Elizabeth Savalla, Jandira Martini, Vera Mancini, Vanessa Gioácomo e Narjara Turetta (Morde & Assopra), Rosamaria Murtinho e Fernanda Rodrigues (O Astro), Thaís Fersoza (Sansão e Dalila), Júlia Lemmertz, Cris Vianna e Eva Wilma (Fina Estampa), Adriana Garambone (Rebelde) e Patrícia de Sabrit (Amor e Revolução).

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Revelação:
Domingos Montagner foi imbatível como a grande novidade de 2011. Ator maduro, talentoso e carismático, mostrou toda sua versatilidade como um homem sofisticado em Divã e o rústico o Capitão Herculano, de Cordel Encantado. Mas fica também o destaque para o português Paulo Rocha, como o fofíssimo Guracy, de Fina Estampa. Junto com Marcelo Serado e Alexandre Nero ele é a grande atração da novela.
Menções honrosas: Anderson Di Rizzi, o hilariante Sargento Xavier de Morde & Assopra; Giovanna Lancelloti e Tainá Miller, a meiga Cecília e a esnobe Paula de Insensato Coração; e a insana Nikita, vivida por Natália Klein em Macho Man. Destaques ainda para Luana Martau (Cordel Encantado), os pequenos Jesuela Moro e Kaic Crescente (A Vida da Gente), Caio Paduan, Thais Melchior, Bia Arantes, Pedro Tergolina e Marcella Rica (Malhação), Pablo Sanábio (O Astro), Alice Wegman e Victor Navega Motta (A Vida da Gente), Luanna Jimenes e Raphael Veles (Macho Man), Eucir de Souza (Força-Tarefa), Rodrigo Simas e Kátia Moraes (Fina Estampa), Rayana Carvalho, Arthur Aguiar, Chay Suede, Melanie Fronckowiak e Lua Blanco (Rebelde).
NÃO CURTI!

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Novela:
Amor e Revolução estava cheia de boas intenções, mas a realização deixou a desejar. O texto era didático demais, impedindo que o elenco pudesse extrair interpretações no mínimo convincentes. Tudo mundo parecia estar declamando o livro de história da escola. Uma pena!
Menção desonrosa: Fina Estampa. Realmente essta novela é um fenômeno. Mas no que tem de pior. A audiência é crescente e a qualidade segue em sentido contrário. Mas o povão ama. Fazer o que, não é?

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Série:
Lara Com Z não é apenas a pior série do ano, mas o que houve de mais escabroso, de mau gosto e chato na história da televisão brasileira. Um horror que já havia começado com Cinquentinha. E um mistério que a Globo tenha decidido levar ao ar.
Menções desonrosas: A Mulher Invisível é mais irregular que ruim. Mas nada que Luana Piovani faça me convence mesmo… E um Não Curti! bem grande para o que a Globo fez com Aline e Batendo Ponto (tirando-as do ar precocemente) e com Malhação, que tinha uma trama ótima e destruíram a trama, em dó nem piedade por culpa da audiência fraca. Lamentável!

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Ator:
Dalton Vigh tem simplesmente a expressividade de um papel em branco. Sempre foi assim. Mas em Fina Estampa ele se superou. René não tinha química com Christiane Torloni e também não está rolando com Lilia Cabral. Mas que ator já teve uma química faiscante com Lilia? Não lembro de nenhum…
Menções desonrosas: Lázaro Ramos, o erro de Insensato Coração, e Victor Pecoraro, o equívoco de Aquele Beijo.
Atriz:
Susana Vieira roubou todas as cenas, no mau sentido. Sua Lara Romero, de Lara Com Z, era simplesmente ridícula. Uma personagem patética, interpretada de forma amadora, diria até constrangedora.
Menções desonrosas: Regina Duarte, totalmente equivocada em O Astro; Lúcia Veríssimo, péssima em Amor e Revolução, além da sempre exagerada Luana Piovani (A Mulher Invisível), e da chatíssima princesa Aurora, vivida por Bianca Bin em Cordel Encantado.
Ator Coadjuvante:
Júlio Rocha, em Fina Estampa, é absolutamente invencível, tamanha canastrice de sua interpretação. Como perderia muito tempo e espaço, cito apenas todo o elenco masculino de Amor e Revolução, com destaque extra para Nico Puig.
Menções desonrosas: Sérgio Marone (Morde & Assopra), Daniel Dantas e João Baldasserini (O Astro), Wolf Maya (Fina Estampa), Luiz Fernando Guimarçães e Marcello Novaes (Cordel Encantado), Jonatas Faro (Insensato Coração), Fiuk e Luís Salém – o pior travesti da história da televisão -, ambos de Aquele Beijo. E mais: Claudio Heinrich (Vidas em Jogo) e Rodrigo Hilbert em dose dupla: Morde & Assopra e Fina Estampa.

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Atriz Coadjuvante:
Adoro Suzana Pires. Ela esteve excelente em Caras & Bocas (2009) e foi bem em Araguaia (2011). Mas caiu na besteira de aceitar interpretar a jornalista Marcela Coutinho, em Fina Estampa. Um erro em todos os sentidos. Para a sorte da atriz, a personagem foi assassinada. Ufa!
Menções honrosas: Giselle Tigre, Nicole Puzzi e o resto do elenco feminino de Amor e Revolução. E mais: Carol Macedo, a funkeira de araque de Fina Estampa, e Ursula Corona, como a detetive debochada de O Astro.
Revelação:
Esse é o ano da família de Susana Vieira. Além da pior atuação do ano, a atriz também emplacou o novo marido, Sandro Pedroso, como a pior revelação. Seu Mandrake, de Fina Estampa, parece um boneco de mola. Dá até peninha do rapaz.
Menção honrosa: O “astrinho”, Bernardo Marinho de O Astro.