Adoro essa época do ano. Tem gente que odeia passar agenda a limpo, mas eu amo, porque anoto absolutamente tudo nela. E consigo assim reviver com mais facilidade o que foi bom e foi mal em todos os setores da minha vida/carreira. E é graças à minha preciosa agenda que começo a discutir agora com você o que foi de melhor e pior em 2010. Na verdade, na semana passada, já deixei claro o que ficou na pole position na telinha: as séries A Cura, Clandestinos – O Sonho Começou, Afinal, O Que Querem as Mulheres? e As Cariocas. Por isso, não vou me prolongar a respeito delas. Nem vou me aprofundar muito no que considero o pior, já que pretendo fazer uma crítica inteirinha sobre ela na semana que vem. Mas acho que nada foi mais decepcionante do que Passione. É até triste acompanhar o declínio de uma trama que começou tão sofisticada, ágil e com uma história vibrante chegar à sua reta final de forma tão melancólica. Brinquei até na redação que Silvio de Abreu deve ter escrito apenas os primeiros capítulos e, depois, largou a novela nas mãos dos colaboradores, porque não vi nada de sua inteligência nessa produção. Mas chega de rame-rame e vamos ao que interessa.
Melhores Novelas/ Séries
Estou muito dividido entre Ti-Ti-Ti e Escrito nas Estrelas… As duas foram mesmo as melhores do ano, pela criatividade mistura perfeita de humor com drama. Maria Adelaide Amaral, então, mexeu com um vespeiro ao adaptar uma trama de tanto sucesso. Mas se firmou como uma das autoras mais inteligentes do momento e merece o sucesso que vem fazendo. Já Elizabeth Jhin tocou o coração do público de forma muito pungente e fez de Escrito nas Estrelas uma novela inesquecível. Vou dar belas menções para Araguaia (bem gostosinha de se assistir), Uma Rosa Com Amor (a melhor produção do SBT em anos) e Ribeirão do Tempo, que começou uma bomba, mas melhorou muito. Gostei muito também das novas temporadas de A Grande Família e Força-Tarefa e Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor foi uma pequena obra prima da Globo. Destaques ainda para S.O.S Emergência, Junto e Misturado e Separação?!, as três engraçadíssimas.
Piores Novelas/ Séries
Passione e Tempos Modernos foram imbatíveis! Diferente da trama de Silvio de Abreu, Tempos Modernos começou péssima e terminou de forma ridícula. O indestrutível amor de Leal (Antonio Fagundes) e Hélia (Eliane Giardini) foi transformado numa mera noite de paixão e o sujeito fechou a história nos braços de Iolanda (Malu Galli). Ridículo! Malhação 2010 também foi trágica: atores ruins, história fraca e mal estruturada e repetição de temas, que já levou o público à exaustão. Na Record, A História de Esther tinha um visual muito bonito, mas muitas vezes carnavalesco demais. E a trama não empolgou mesmo. Já Na Forma da Lei e A Vida Alheia decepcionaram. O primeiro porque o psicopata vivido por Márcio Garcia dava menos medo do que as caretas de Luana Piovani e a segunda pela maneira superficial, exagerada e sem graça com o qual foi retratado o universo dos jornalistas.
Melhores atrizes
Ao mesmo tempo em que a história policial fracassou, Passione reuniu atrizes em estado de graça, brilhando intensamente como Mariana Ximenes, Gabriela Duarte, Irene Ravache, Cleyde Yáconis, Aracy Balabanian, Larissa Maciel e Daysi Lúcidi. Mayana Moura foi uma grata revelação, por ter um papel tão difícil nas mãos sem nunca ter feito nada antes como atriz. E superou as expectativas. Adriana Prado foi outra boa surpresa, assim como Débora Duboc, ótima como Olga. Alexandra Richter e Simone Gutierrez estrearam em novelas muito bem também. E Maitê Proença teve alguns altos e baixos, mas fez da Stela uma bela personagem. Mas a melhor atriz do ano pra mim foi Claudia Raia, espetacular como a Jaqueline de Ti-Ti-Ti. A personagem nas mãos de uma intérprete menos habilidosa teria virado uma caricatura ridícula, como aconteceu com Jacques Leclair (Alexandre Borges). Adriana Esteves foi outra que arrasou, tanto em Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor quanto em A Vingativa do Méier, o melhor episódio de As Cariocas. Outras que também deram show em dose dupla foram Paola Oliveira (em A Atormentada da Tijuca/As Cariocas e Afinal, o Que Querem as Mulheres?), Regina Duarte (Araguaia e A Traída da Urca/As Cariocas) e Andreia Horta (em A Cura e Alice – Segunda Temporada).
Aplausos ainda para o trio de Escrito nas Estrelas (Nathália Dill, Zezé Polessa e Débora Falabella) e de
(Júlia Lemmertz, Eva Wilma e Laura Cardoso). De As Cariocas, Fernanda Torres (A Invejosa de Ipanema), Alessandra Negrini (A Iludida de Ipanema), Angélica (A Traída da Barra) e Grazi Massafera (A Desinibida do Grajaú) foram incríveis. Carla Marins mostrou em Uma Rosa Com Amor que já deveria ter sido protagonista antes, Liliana Castro roubou a cena em Ribeirão do Tempo e Gabriela Durlo se saiu bem a frente do elenco de A História de Esther. Falar que Marieta Severo (A Grande Família) e Débora Bloch (Separação?!) são ótimas é redundância. Gostei muito de Ingrid Guimarães no especial Batendo Ponto e Milena Toscano tem uma presença muito forte em Araguaia. Para não dizer que não falei das flores, não posso esquecer Alessandra Maestrini, Regiane Alves, Eliana Pittman e Alinne Peixoto os únicos sopros de virtude de Tempos Modernos. De Separação?!, Rita Elmor e Cristina Mutaralli, e de Escrito nas Estrelas uma fila indiana de talento: Suzana Faini, Walderez de Barros, Jandira Martini, Carol Castro e Carolina Kasting. E impossível não citar Giulia Gam, Guilhermina Guinle, Betty Gofman, Mayana Neiva, Fernanda Souza, Juliana Alves e Sophie Charlotte de Ti-Ti-Ti. E tem mais: Nívea Maria e Ana Rosa (A Cura), Suzana Pires, Mariana Rios e Tânia Alves (Araguaia), Betty Faria e Lúcia Alves (Uma Rosa Com Amor) e Letícia Medina e Juliana Baroni (Ribeirão do Tempo). Parabéns a todas!
Melhores atores
Tony Ramos é um ótimo italiano em Passione, mas Totó é muito chato. Fora ele, gostei também de Werner Schünemann e Bruno Gagliasso e dos veteranos Leonardo Villar, Elias Gleizer, Flávio Migliaccio e Emiliano Queiroz. E Daniel Boaventura chegou na reta final da história para roubar cenas. Já Reynaldo Gianecchi alternou bons e maus momentos, mas ainda fecha a trama no saldo positivo. Mas eleger o melhor ator do ano é complicado. Murilo Benício (Ti-Ti-Ti e Força-Tarefa), Selton Mello (A Cura), Fábio Assunção (Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor), Michel Melamed (Afinal, O Que Querem as Mulheres?) Humberto Martins e Jayme Matarazzo (Escrito nas Estrelas) merecem o título, mas o meu voto vai para Alexandre Nero também da trama das 6 da Globo. Seu Gilmar foi simplesmente divertidíssimo e o ator ainda arrasou como o Carlos Henrique do especial Batendo Ponto. Dois mil e dez foi o ano de Nero e tenho dito! Aplaudo ainda Caio Junqueira (Ribeirão do Tempo), Cláudio Lins (Uma Rosa Com Amor), Marco Nanini (A Grande Família), Eduardo Moscovis (A Internauta da Mangueira / As Cariocas), Gabriel Braga Nunes (A Atormentada da Tijuca / As Cariocas), Ailton Graça (A Vingativa do Méier / As Cariocas), Eriberto Leão (A Iludida de Copacabana / As Cariocas), além de Murilo Rosa e Lima Duarte em Araguaia. Quero citar ainda os coadjuvantes maravilhosos de Ti-Ti-Ti: André Arteche, Rodrigo Lopéz, Leopoldo Pacheco, Humberto Carrão e Rafael Zulu. Para finalizar: Carmo Dalla Vecchia (ótimo), Ary Fontoura e Juca de Oliveira (A Cura), Luís Mello, Leonardo Machado e Samuel de Assis (Na Forma da Lei), Kiko Mascarenhas (Separação?!), Tarcísio Meira, Osmar Prado e Alexandre Schumacher (Afinal, O Que Querem as Mulheres?), Emilio Orciollo Neto, Ângelo Antônio e Nando Cunha (Araguaia), Antônio Grassi e Angelo Paes Leme (Ribeirão do Tempo), além de Giuseppe Oristânio (A História de Esther e Ribeirão do Tempo).
Revelações
Já citei lá em cima Mayana Moura, Débora Duboc e Adriana Prado, de Passione, mas as grandes revelações de 2010 foram os jovens atores de Clandestinos – O Sonho Começo: Fábio Enriquez, Elisa Pinheiro, Adelaide de Castro, Deborah Wood, Marcela Coelho, Pedro Gracindo, Júnior Vieira, Eduardo Landim, Renata Guida, Luana Martau, Hugo Leão, Michelle e Giselle Batista, Alejandro Claveaux, Emiliano D’Ávila, Chandelly Braz e Bruno Heitor. Bianca Linzmeyer foi um estouro em Afinal, O Que Querem as Mulheres? e peço aplausos ainda para Marcelo D2, muito bem em A Desinibida do Grajaú (As Cariocas), Flávia Guedes, Luciano Scalioni e Raphael Vianna (Araguaia), Eunice Bráulio, Inês Peixoto e Dyjhan Henrique (A Cura) e Juliana Paiva, Clara Tiezzi e Maria Célia Camargo (Ti-Ti-Ti). Já Maria Helena Chira, estreou em Som & Fúria no ano passado, mas é agora como a Camila de Ti-Ti-Ti que ela vem mostrando a bela jovem atriz que é.
Piores atuações
Alexandre Borges destruiu Jacques Leclair em Ti-Ti-Ti. O ator começou ótimo, mas perdeu a mão de uma forma como eu nunca havia visto antes. E só piora a cada dia. Tem gente que acha engraçado, mas não consigo dar um meio sorriso com a caricatura patética que virou o estilista. Colega de elenco de Alexandre, Caio Castro não tem expressão nenhuma e a cara que faz para o sofrimento de Edgar é a mesma que ele usa para os momentos de felicidade. Ou seja: é uma múmia. Já cantei em prosa e verso que acho Taumaturgo Ferreira péssimo e ele só compra isso em Ribeirão do Tempo. Só que agora ele tem a companhia de André D´ Biasi. Dá até vergonha assisti-lo na pele do prefeito da cidade. E Heitor Martinez nem parece o mesmo que fez do Jackson, de Vidas Opostas (2006), um personagem emblemático. Grazi Massafera, não por culpa dela e sim das mudança da trama, decepcionou em Tempos Modernos e Priscila Fantin – na mesma trama – só confirmou o que eu já sabia: é péssima! A reprise de Sete Pecados ajudou muito a tirar qualquer dúvida em relação a isso. Claudia Jimenes, em A Vida Alheia, foi outra que provou que não é atriz. E sim uma humorista muito competente, que funciona exatamente pela manutenção do “tipo” que criou e sabe que agrada o público. É o mesmo que acontece com Maria Clara Gueiros, Luís Fernando Guimarães… Menção honrosa para Luana Piovani e Márcio Garcia, em Na Forma da Lei, e para Marcello Antony e Kayky Brito em Passione. Mas o título de pior atriz de 2010 vai para… Ela mesma, Carolina Dieckmann, também em Passione. Tudo bem que Diana era uma personagem sem um pingo de credibilidade, mas o mínimo que ela deveria ter feito é emprestado um pouco de humanidade para a jornalista. Mas Diana virou apenas um arremedo de ser humano.
Especial
Para o Canal Viva pelo conjunto da obra. É lá que podemos rever obras fantásticas como Vale Tudo (1988), Por Amor (1998), Chiquinha Gonzaga (1999), Desejo (1990), Engraçadinha… Seus Pecados, Seus Amores (1995), Quatro Por Quatro (1994), Hilda Furacão (1998), além do TV Pirata, Sai de Baixo, Mulher… Muito obrigado, Canal Viva! E que você faça de 2011 um ano cheio de programas antigos maravilhosos que a gente quer rever.
Alexandre Borges destruiu Jacques Leclair em Ti-Ti-Ti. O ator começou ótimo, mas perdeu a mão de uma forma como eu nunca havia visto antes. E só piora a cada dia. Tem gente que acha engraçado, mas não consigo dar um meio sorriso com a caricatura patética que virou o estilista. Colega de elenco de Alexandre, Caio Castro não tem expressão nenhuma e a cara que faz para o sofrimento de Edgar é a mesma que ele usa para os momentos de felicidade. Ou seja: é uma múmia. Já cantei em prosa e verso que acho Taumaturgo Ferreira péssimo e ele só compra isso em Ribeirão do Tempo. Só que agora ele tem a companhia de André D´ Biasi. Dá até vergonha assisti-lo na pele do prefeito da cidade. E Heitor Martinez nem parece o mesmo que fez do Jackson, de Vidas Opostas (2006), um personagem emblemático. Grazi Massafera, não por culpa dela e sim das mudança da trama, decepcionou em Tempos Modernos e Priscila Fantin – na mesma trama – só confirmou o que eu já sabia: é péssima! A reprise de Sete Pecados ajudou muito a tirar qualquer dúvida em relação a isso. Claudia Jimenes, em A Vida Alheia, foi outra que provou que não é atriz. E sim uma humorista muito competente, que funciona exatamente pela manutenção do “tipo” que criou e sabe que agrada o público. É o mesmo que acontece com Maria Clara Gueiros, Luís Fernando Guimarães… Menção honrosa para Luana Piovani e Márcio Garcia, em Na Forma da Lei, e para Marcello Antony e Kayky Brito em Passione. Mas o título de pior atriz de 2010 vai para… Ela mesma, Carolina Dieckmann, também em Passione. Tudo bem que Diana era uma personagem sem um pingo de credibilidade, mas o mínimo que ela deveria ter feito é emprestado um pouco de humanidade para a jornalista. Mas Diana virou apenas um arremedo de ser humano.











































































