Quando escrevi sobre os primeiros capítulos de Três Irmãs muita gente reclamou que eu estava sendo precipitado, que não dava para julgar uma novela pelo seu início e que primeiro capítulo é sempre igual. Mas Negócio da China foi a prova viva de que os ”críticos” que criticaram o crítico aqui estavam errados. Miguel Falabella (autor) e Mauro Mendonça Filho (diretor) simplesmente arrasaram. Tirando a música da abertura, com Ney Matogrosso cantando aquela coisa chatíssima de ”Lig, lig, lig, lé…” gostei de praticamente tudo.
Adorei a maneira sincera como Falabella apresentou seus personagens. Em pouquíssimo tempo embarcamos na linda história de amor de Heitor (Fábio Assunção) por Lívia (Grazi Massafera) e já comecei a torcer para que eles se acertem e fiquem juntos. Logo depois, ao ver a maneira embevecida como João (Ricardo Pereira) olhava para Lívia, passei a desejar que a loira desse uma chance ao português. Olha que incrível: com muita habilidade Falabella já envolveu o público no principal triângulo amoroso de sua história de uma forma bastante intensa. Parabéns!
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Fiquei muito animado também com a parte de ação da trama. Apesar dos absurdos óbvios, mas deliciosos, o novato Jui Huang (como o misterioso Liu) convenceu nas cenas de luta. Tudo remeteu muito aos filmes de Jackie Chan e, principalmente, a Kill Bill. Até os terninhos dos lutadores eram parecidos com os usados no longa-metragem de Quentin Tarantino. Uma gostosa viagem para quem ama cinema e televisão. Só achei estranho que o personagem que tenha dado o pontapé na história e seja a abertura da novela seja tão desprestigiado nos créditos. O nome de Jui Huang aparece tão lá atrás que dá até nervoso. Acho que o mínimo que deveria ter sido feito é colocar o jovem ator como ”Apresentando”.
Entre o elenco ninguém brilhou mais do que Natália do Vale. Uma de minhas atrizes favoritas, ela esbanjou todo seu talento nas seqüências dramáticas da agonia de Ernesto (Antonio Fagundes). Chorei várias vezes junto com sua personagem, Júlia, e o embate com (Denise) Luciana Braga também foi ótimo. Sem falar no tom melodramático da confissão ao filho Diego (Thiago Fragoso) de que Ernesto não era seu pai. Thiago geralmente é meio apagado, mas Luciana retorna em grande estilo à telinha. Ela merece porque é bárbara.
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O núcleo de Francisco Cuoco (Evandro) e Herson Capri (Adriano) também foi simpático e acho que daremos boas gargalhadas com as confusões da loja de Luli (Eliana Rocha), nas brigas da personagem rabugenta com suas funcionárias (Maria Gladys e Deborah Olivieri). Gostei também de ver Raoni Carneiro de volta à Globo e Yoná Magalhães sempre deslumbrante. Já o trio principal formado por Grazi / Fábio / Ricardo não comprometeu. Todo mundo já sabe que os dois rapazes são bonitos e carismáticos e a grande expectativa girava em torno da lourinha. Sinceramente não sei por quê. Grazi já havia provado em Páginas da Vida e Desejo Proibido que, se ainda não é uma grande atriz, tem talento e está estudando muito para chegar lá. O que eu queria conferir mesmo era como estava seu sotaque. E não é que a menina perdeu o toque caipira? Muito legal.
Bem! Eu vou ficar de olho em Negócio da China. Apesar de achar que a novela tem mais cara do horário das 7 do que das 6, espero que Falabella e Mauro consigam mandar o pique que mostraram em seus primeiros capítulos. Nós só temos a ganhar com isso.














































