Fernanda Paes Leme faz compra com amiga Fernanda Rodrigues
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Pela felicidade das duas Fernandas, certamente elas tiveram uma boa experiência de compras. O que nem sempre acontece. Principalmente se você estiver no supermercado e com pressa. E se você estiver com muita, muita pressa, estará sujeita ao seguinte:
- Na hora de escolher em qual fila do caixa entrar, você faz as contas entre o número de pessoas de cada fila e o volume dos carrinhos para identificar qual será a mais rápida.
- Então, sem mais nem quê, depois de decidir pela fila das três mulheres com cestinhas de mão em vez da fila do casal com dois carrinhos lotados, você tem a estranha sensação de ter feito a escolha errada.
- À medida que o primeiro carrinho do casal da fila ao lado se esvazia e a primeira mulher da sua fila despeja o conteúdo da bolsa de napa verde em cima da bancada para procurar o cartão de crédito, a sensação de erro se intensifica.
- Quando, depois que o casal da fila vizinha chega à metade do segundo carrinho e a segunda mulher da sua fila pede para trocar o óleo de girassol pelo óleo de canola embalagem econômica e a operadora do caixa chama o repositor volante número dois pelo rádio, você tem a sensação de que irá perder os sentidos – ou explodir. Definitivamente, você fez a escolha errada.
- Mas nem tudo está perdido. Enquanto o casal da fila ao lado digita a senha do cartão, a terceira mulher da sua fila, que faz de você a próxima da fila, passa as duas latas de achocolatado light e o cereal de milho orgânico com agentes reagentes tipo ômega alfa ultra sem maiores imprevistos.
- De longe, o casal desaparece serelepe com seus dois carrinhos rumo ao estacionamento e à liberdade.
- E, finalmente, eis que chega a sua vez. Você nem pode acreditar. Quarenta e três minutos após ter escolhido a fila, você está exausta e já não sabe por qual razão está levando para casa um pacote de papel higiênico sem perfume e um desinfetante. Precisa mesmo dessas coisas?
- No exato momento em que a operadora acaba de passar o desinfetante e se prepara para passar o pacote de papel higiênico sem perfume, acaba a bobina de papel da caixa registradora. Ela chama pelo rádio o supervisor de manutenção número sete e você, bom, você tem vontade de morrer e jura nunca mais, pelo resto dos seus dias, comprar um alfinete sequer (mesmo sabendo, obviamente, que o juramento será quebrado).




























