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Arquivo de 29 de novembro de 2010

O Raio X dos shows do U2 no Brasil

segunda-feira, novembro 29th, 2010

U2 em Dublin

Quando a tour 360 Graus, do U2, pousar no Brasil, em abril, algumas mudanças serão notadas em relação aos primeiros shows na Europa, em 2009.
Apesar de ter sido um sucesso de crítica e ter vendido 5 milhões de cópias, o disco No Line on The Horizon não gerou grandes hits e isso frustrou a banda, que trabalha atualmente com o hypado produtor Danger Mouse para mudar o cenário.

A primeira perna da turnê, antes da cirurgia de Bono, era toda centrada no álbum. Nada menos que sete faixas de No Line On The Horizon eram tocadas. Para se ter uma ideia, o início era formado por “Breathe”, “No Line On The Horizon”, “Magnificent” e “Get on Your Boots”. A confiança na qualidade do disco era alta e a intenção era repetir a ousadia da Zoo TV, os shows que promoveram a obra-prima do U2, Achtung Baby, há 20 anos.

O conceito não deixava dúvidas. A Garra, apelido dado para o palco que possibilita a visão de todo o estádio, é plantada como um foguete quase no meio de campo do estádio. “Space Oddity”, de David Bowie, dá o pontapé na suposta viagem espacial, que fica completa com um link com a Estação Internacional na órbita terrestre no meio do show.
A ideia pode parecer meio grandiosa demais para funcionar, mas é exatamente o contrário. O fã pode escolher a experiência que deseja ter. Tá na pilha de ficar na frente, embaixo da “Garra”, chegue bem cedo (em Dublin, que foi bem organizado, apareci entre 14h e 16h e fiquei na área reservada nas três noites), porque não existem as malditas pistas VIPS (o U2 exige no contrato que os ingressos mais baratos sejam os melhores do estádio) ou sorteios malucos.

Você prefere ver o show na paz, longe? Não se preocupe, o telão circular que expande e encolhe durante toda a apresentação é de uma nitidez impressionante, e a banda tem vários escapes para se aproximar da platéia. Além disso, o palco é uma atração a parte.
Mas como isso chegará ao Brasil?
Como já falei, com algumas mudanças.
A presença de No Line On The Horizon foi reduzida para três músicas (“Magnificent”, “Get On Your Boots” e “Moment of Surrender”), mostrando uma certa insegurança da banda, que não pode arriscar um lugar no estádio depois da pausa para recuperação do vocalista, que causou o cancelamento da turnê americana, no meio do ano.

O dilema está construído.

Claramente você pode notar que grandes músicas como “With Or Without You” e “One” são tocadas de maneira automática. “Sunday Bloody Sunday”, que a banda se recusava a tocar durante boa parte da Zoo TV está no set list apenas como figurante.
Ali, no meio dos fãs, notei que as músicas do disco novo eram bem recebidas – apesar da grande maioria não conhecê-las. A energia era incrível, apesar de sempre ter achado um erro abrir com “Breathe” e terem deixado “Stand Up Comedy” de fora. No show do Coldplay que fui em Paris, ano passado, por exemplo, “Magnificent” abria a apresentação e todo o estádio cantava junto. Em tempo de crise global, a banda U2 precisou abrir espaço para a instituição U2. Outro exemplo? “The Unforgettable Fire”, clássico que a banda não tocava há 15 anos e combinava bem com a turnê, foi retirada do set list. O karaokê gigante de “Unknown Caller”? Adeus, foi extinto. Gosto mais do antigo set list, mais ousado.

O lado bom para o brasileiro é que o repertório atual brinca com duas coisas:
1) Músicas do disco All That You Can’t Leave Behind, que gerou a tour Elevation, mas passou longe daqui. Significa que o fã do Brasil vai ouvir “Walk On” pela primeira vez (não me venham falar do pocket show, eu estava lá) e torcer para “In a Little While” entrar no set antes do link espacial – algo recorrente nos últimos shows.

2) Raridades. Na Europa, o U2 decidiu resgatar o (lindo) lado B “Mercy” e transformou a música no carro chefe do EP limitado Wide Awake in Europe, lançado no Record Store Day, na sexta-feira (26). Além disso, tocou novas músicas: “Return of the Stingray Guitar” (instrumental que abre os shows no lugar de “Soon”, música disponível apenas na edição de luxo de “No Line…”), “Glastonbury” (canção que a banda compôs para tocar no festival de Glastonbur, mas que precisou ser adiada por causa da operação de Bono) e a balada “North Star”. Em Portugal, estrearam “The Boy Falls From The Sky”, do musical da Broadway do Homem-Aranha, escrito por Bono e The Edge. Na Oceania, resgataram a obscura “Scarlet”, do disco October, e tocaram “One Tree Hill” – mas essa última é uma tradição da Nova Zelândia. No bis, as cidades que abrigam duas noites de apresentação ganham o revezamento de “Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me”, da trilha sonora de Batman Eternamente, e “Ultraviolet (Light My Way)”, uma das melhores músicas do Achtung Baby.
Obviamente, a espinha dorsal dos shows é a mesma, principalmente por causa do trabalho visual. É mais ou menos como nos shows de Paul McCartney: no máximo, umas quatro mudanças – se dermos sorte. Atualmente, depois da instrumental inédita, a apresentação segue mais ou menos assim:

“Beautiful Day”/”New Year’s Day ou I Will Follow” (que mal apareciam na primeira pena da tour)/ “Get On Your Boots”/ “Magnificent”/ “Mysterious Ways” ou “Elevation”/”Until the End of The World”/”I Still Haven’t Found What I’m Looking For”/ “Momento surpresinha 1 e (ou) 2: “Angel of Harlem, Desire, Mercy, North Star, Electrical Storm, Bad ou Glastonbury”/”Pride (In The Name of Love)”/”In a Little While”/”Miss Sarajevo”/”City of Bliding Lights”/”Vertigo”/”I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight” (remix)/”Sunday Bloody Sunday”/ “MLK” ou “Scarlet” (mas aposto na primeira)/”Walk On”/”One”/”Where The Streets Have No Name”/” Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me” ou “Ultraviolet (Light My Way)”/”With or Without You/”Moment of Surrender”.
Se eu pudesse escolher duas surpresas, pediria por “So Cruel”, tocada apenas três vezes pela banda, já que 2011 é aniversário de 20 anos do Achtung Baby, e “White As Snow”, balada lindíssima do último disco, ensaiada em Dublin, mas nunca tocada ao vivo. De quebra, que tal The Edge tocando “Where The Streets Have No Name” com o Muse?
Outra coisa: sem desespero com os ingressos. A capacidade do estádio aumenta em 15% com o palco da 360 Graus. Não precisa de correria, porque, não há a famigerada área VIP – apenas a RED Zone, que fica ao lado da garra, mas que é um lance beneficente.

Se você não acredita, ainda pode comprar a anuidade do fã clube do U2 no U2.com e receber o direito de comprar antes de todo mundo.

“O Hobbit” será filmado em 3D com novas câmeras de alta definição

segunda-feira, novembro 29th, 2010

Apesar de adorar novas tecnologias, Peter Jackson estava relutante em rodar os dois filmes baseados em O Hobbit em 3D.

Mas o acordo que possibilitou o sinal verde para as produções não deve ter deixado espaço para qualquer risco financeiro – e todos sabemos que o 3D e seus ingressos mais caros são uma garantia extra para o estúdio.

Então, Peter Jackson anunciou oficialmente que comandará os dois filmes inteiramente em 3D. A única notícia mais concreta era um artigo do New York Times, adiantando que os longas custariam cerca de 500 milhões de dólares e seriam em 3D.

Mas  Jackson não usará  qualquer 3D.

O cineasta terá 30 câmeras RED EPIC para brincar com as aventuras de Bilbo Baggins (Martin Freeman) na Terra-Média. Além da praticidade dos novos brinquedos, mais leves, o que facilita na hora da montagem dos rigs em 3D (cada câmera funciona como um olho, o que significa que duas câmeras precisam estar em um mesmo suporte, conhecido como rig), Jackson terá uma qualidade de captura mais potente que qualquer câmera similar. Se quiser entender mais, dê uma passadinha aqui.

As filmagens começam em fevereiro de 2011, na Nova Zelândia. O primeiro longa está previsto para dezembro de 2012.

Oficial: U2 no Brasil em abril

segunda-feira, novembro 29th, 2010

Os boatos finalmente se confirmaram. A produtora Time 4 Fun confirmou o primeiro show do U2 no Brasil em sua página oficial.

A banda irlandesa chega para tocar em São Paulo, no estádio do Morumbi, em 9 de abril de 2011.

Os ingressos começam a ser vendidos no dia 4 de dezembro em pré-venda para membros do cartão Citibank e do fã-clube da banda. Na terça-feira (7), os ingressos vão para o público geral.

Como geralmente acontece, um segundo show em São Paulo será aberto assim que os ingressos da primeira noite se esgotarem. O show de Porto Alegre ainda não foi confirmado pela produtora.

Ah, como a banda exige em contrato, não haverá área VIP. O ingresso de pista custará 180 reais. Para ficar embaixo da garra, como é chamado o palco que possibilita a visão da banda de todo o estádio, o fã só precisa chegar bem mais cedo com o ingresso de pista normal. Ele entra numa fila especial e ganha um bracelete com o acesso especial.

Outra notícia boa: o Muse foi confirmado como a banda de abertura.