Alice no País das Maravilhas
O Príncipe da Pérsia
Ilha do Medo
The Crazies
Alice no País das Maravilhas
O Príncipe da Pérsia
Ilha do Medo
The Crazies
O site Scifi Wire fez uma brincadeira legal: escolheu os “15 Papéis Estranhos dos Atores de Lost” e colocou vídeos de cada um deles.
Você pode conferir todos por lá.
Mas separei os dois que me fizeram cair do sofá de tanto rir.
O primeiro traz o Naveen Andrews (o casca-grossa Sayid) numa vergonhosa cantoria country em um filme brega dos anos 90. Reparem na dublagem tosca e fora de sincronia – e no cabelo Luiz Caldas do nosso torturador preferido.
O segundo não é apenas ridículo. Mas tem tudo a ver com o Brasil e essa sensação de brasilidade que Gil, Caê e Zagallo tanto amam. Na série BeastMaster, a atriz Emilie de Ravin (Claire) interpreta a protetora da floresta e dos animais, nada menos que a…. ahám… CURUPIRA!!!
Meu conterrâneo Luís da Câmara Cascudo perdeu essa pérola televisiva…
The Hangover
Se essa não for uma das melhores comédias do ano, eu não sei mais o que pode ser.
Impressionante como a Pixar consegue unir o tradicional com o novo, a tecnologia com o coração. De forma simples, o primeiro trailer de Toy Story 3, que estreia em junho de 2010, reapresenta todos os personagens e ainda faz rir. Maravilhoso.
Nerd que é nerd não pode esperar. E nerd com tempo de sobra e talento pra vender de vez em quando faz coisas legais. Uma delas é esse trailer falso de Lanterna Verde. Enquanto a DC se perde em roteiros idiotas e idéias cretinas, os caras pegaram dezenas de filmes, editaram pequenas cenas e adaptaram efeitos especiais para parecer um novo filme, estrelado pelo gente boa Nathan Fillion (de Firefly). Obviamente, Fillion nunca poderia ser um Lanterna Verde duro na queda, mas o trailer é engraçado, principalmente se você conseguir reconhecer os longas originais.
Sherlock Holmes foi um herói que marcou minha infância. Lia seus contos o tempo todo e o personagem de Sir Arthur Conan Doyle foi um dos responsáveis por minha adoração a tramas detetivescas. Tirando a aparição de Holmes em As Aventuras da Liga Extraordinária - os quadrinhos de Alan Moore e não o filme -, acredito que a última vez que tive um contato maior com o investigador inglês foi quando visitei seu museu na Baker Street, em Londres. No cinema, consigo me lembrar com carinho de O Enigma da Pirâmide (1985), dirigido por Barry Levinson e escrito por Chris Columbus (diretor de Harry Potter e a Pedra Filosofal). Nele, Holmes (Nicholas Rowe) se apaixona e chora pela primeira e última vez. Apesar da ingenuidade da obra, era uma perfeita reimaginação de um ícone, brincando nos momentos certos, mas nunca desviando da natureza da criação de Conan Doyle.
Tudo isso para dizer que o velho Sherlock Holmes está morto. Em um certo nível menos obsessivo, começo a me sentir como meu amigo Eduardo Torelli em relação ao James Bond de Daniel Craig. Adoro Robert Downey Jr., acho Jude Law um bom ator e Guy Ritchie tem tudo para acertar. Mas o primeiro trailer de Sherlock Holmes adianta o falecimento do detetive original. Estamos agora lidando com uma espécie de 007 vitoriano, mulherengo, fortão e pronto para as respostas mais sarcásticas. Holmes nunca foi discípulo do dramaturgo Bernard Shaw. Ele podia ser arrogante, distante. Mas seu sarcasmo era raro.
Minha impressão depois de ver o trailer? Que o Sherlock Holmes de Downey Jr. é apenas o Tony Stark sem armadura e com poder de dedução. Downey é um ator engraçado, simpático e inteligente – já o entrevistei duas vezes e fiz um perfil para a Rolling Stone bem bacana. Mas ele precisa ter cuidado para não virar um rótulo. Sim, o bom humor é vital na hora de uma reinvenção. Mas está chegando um momento que vão querer refilmar O Campeão e tirar a morte do lutador do final. Reimaginar O Exorcista com Steve Carell no papel do padre. Ou algo do tipo. Se levar a sério demais é imbecilidade. Mas não levar nada a sério é outra grande armadilha.
Mas acho que será um filme divertido. Não será Sherlock Holmes, mas será divertido.
Não me assustei com o fato do Weezer estar tocando “Kids”, do MGMT, com alguma coisa dessa Lady Ga Ga, em um show patrocinado por uma rede de celular. O que me espanta é se passa um pouco antes dos 2 minutos de vídeo. O Zé Mané que está filmando o show vira o celular para o público e não tem NINGUÉM prestando atenção. As patricinhas de plástico estão mais ocupadas em mandar mensagens de texto para as amigas. Já imagino:
“OMG! OMG! The band is playing ‘Kids’! AWESOME! OMG! XX”
É uma época triste na qual substituimos nossas memórias sensoriais por cartões mini SD e vídeos pixelados sem qualidade. Trocamos nossas lembranças emotivas por um frio registro. Transformamos a surpresa do acontecimento na inveja do acontecido.
Mas isso é papo para muitas linhas e outros posts.
Tudo bem, o trailer de A Estrada é incrível, repleto de cenas de cair o queixo. Mas quem leu o fantástico livro de Cormac McCarthy (Onde Os Fracos Não Têm Vez) e acompanha a produção desde o começo sabe que tudo isso é uma bela enganação. Primeiro, a personagem de Charlize Theron, “A Mãe”, mal aparecerá no longa. Precisaram mostrá-la falando a mesma frase duas vezes no trailer para fingir que a atriz é protagonista. E essas cenas de ação e efeitos especiais? Umas foram incluídas de última hora pelo estúdio, o que acarretou no adiamento do filme. Outras são amplificadas pelo teaser. Acho legal que façam isso para chamar mais espectadores. Mas isso me soa meio como o truque que fizeram no trailer de Ensaio Sobre a Cegueira, que parecia uma ficção científica de ação e terror e não o drama pesado de Saramago. Estejam avisados.