A revista ALFA de março traz uma entrevista exclusiva com o atual detentor do cinturão do campeonato de MMA (mixed martial arts, o antigo “vale-tudo”), o brasileiro Anderson Silva. O esportista que tem mais de 15 anos de carreira e que havia planejado "pendurar as luvas" em 2008, está vivenciando um dos melhores momentos da sua carreira. Recentemente, diante de mais de 110 milhões de espectadores, tornou-se uma lenda, quando com um chute quase ingênuo, e que ninguém poderia prever, derrubou Vítor Belfort. "O Anderson Silva é campeão mundial de um esporte que vem crescendo muito em todo o mundo e no Brasil", afirma o seu mais novo agenciador, o ex-jogador Ronaldo. “Ele conseguiu com um chute o que pode demorar anos para alguém conseguir. Não há atleta em atividade no Brasil com os mesmos 'ativos': sucesso, coragem, vitória e novidade", completa Sergio Amado, presidente da Ogilvy, sócio de Ronaldo e presidente do conselho da 9ine.
 
Com tanto sucesso, ser alçado à categoria de celebridade é uma conseqüência natural, que geralmente vem acompanhada das pedras de tropeço para vários – fama, dinheiro e claro, mulheres. Uma fórmula para, talvez, não perder a linha, Anderson Silva relata na entrevista que mergulha no trabalho. “São horas e horas do meu dia que dedico aos treinamentos, a assistir as fitas dos treinos e das lutas, a conversar com técnicos e médicos envolvidos no trabalho para melhorar a minha performance”. E conclui afirmando a sua postura. “Sou sério e os outros têm que me levar muito a sério”.

A família do atleta, que se divide entre Rio de Janeiro e Los Angeles, mora em Curitiba. Sua esposa e cinco filhos, dois deles reconhecidos fora da relação e criados juntos. "Cinco filhos e basta", diz Anderson. Segundo informações de uma pessoa muito próxima a Anderson, ele fez uma vasectomia recentemente. Como todo pai deveria ser, Anderson conta que o seus planos para o futuro tem a sua prole como prioridade. "Aí, no dia em que eu parar, quero ter dado casa e instrução para que cada um dos meus filhos possa trilhar sua vida com as próprias pernas”, afirma. Mas ainda, segundo o próprio lutador, isso vai demorar, com promessas de presentear os expectadores com bons nocautes. "Não tenho mais planos de parar. Posso lutar mais uns dez anos", fala o campeão.