22/02/2011 - 14:23
O Brasil no Oscar
Relembre todos os filmes brasileiros que passaram pela noite de gala do cinema
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Orfeu Negro
O cinema brasileiro já foi indicado 17 vezes para o Oscar. A primeira indicação brasileira ao Oscar aconteceu em 1959, com Orfeu Negro. A produção franco-ítalo-brasileira concorreu na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira e venceu; porém, o diretor do longa - Marcel Camus - era francês, portanto o título foi para a terra de Charles Aznavour
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O Pagador de Promessas
Em 1963, O Pagador de Promessas, do diretor Anselmo Duarte, concorreu na mesma categoria de Orfeu Negro. O filme que contava com Glória Menezes, Othon Baston e Leonardo Villar e defendia a reforma agrária perdeu a estatueta para a produção francesa Sempre aos Domingos.
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O Beijo da Mulher Aranha
Depois de um hiato de 22 anos, em 1985, voltamos para a festa da Academia com a coprodução Brasil-EUA O Beijo da Mulher Aranha, do argentino Hector Babenco. O filme, que contava com William Hurt, Sonia Braga e Raul Julia, foi indicado em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. William Hurt levou para casa a estatueta de melhor ator, como ele é nascido em Washington D.C., o homenzinho dourado ficou mesmo na terra do Tio Sam.
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O Quatrilho
O Brasil voltou, em 1996, para a grande festa do cinema mundial com O Quatrilho, de Fábio Barreto. O filme com Glória Pires, Patrícia Pillar e Gianfranceso Guarnieri também foi indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. No entanto, mais uma vez batemos na trave e a desejada estatueta ficou com o holandês A Excêntrica Família de Antonia.
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O Que É Isso Companheiro?
Dois anos depois, novamente um filme tupiniquim concorreu ao celebrado prêmio da Academia. O indicado foi O Que É Isso Companheiro?, de Bruno Barreto, baseado no livro de Fernando Gabeira. Com pouco trabalho de bastidores, o filme que conta com Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Luiz Fernando Guimarães, Cláudia Abreu e Pedro Cardoso saiu em desvantagem e pela segunda vez consecutiva fomos derrotados por uma produção da terra de Van Gogh: Caráter.
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Central do Brasil
No ano seguinte, 1999, Central do Brasil, dirigido por Walter Salles, chegou cercado de expectativa. A imprensa adulava e o povo foi na onda. Era a hora do Brasil! Indicado ao Oscar em duas categorias: Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz (Fernanda Montenegro), o road-movie sobre o garoto Josué naufragou e fez o Brasil todo engolir seco duas derrotas. Na primeira categoria, Central do Brasil perdeu para A Vida é Bela, do italiano Roberto Benigni. Na segunda, a norte-americana Gwyneth Paltrow, por sua atuação em Shakespeare Apaixonado, tirou o caneco da consagrada Fernanda Montenegro.
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Uma História de Futebol
Dois anos depois, em 2001, o recorte da vida da infância de Pelé, Uma História de Futebol, de Paulo Machline, concorreu na categoria Melhor Filme de Curta-Metragem. E na “copa do mundo do cinema” a derrota veio bem mais rápido que nos campos. Em menos de meia hora de cerimônia - uma vez que se trata de um prêmio menor -, o Brasil já estava derrotado pelo alemão Quero Ser Grande, de Florian Gallenberger.
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Cidade de Deus
Em 2003, o lobby do Ministério da Cultura preteriu Cidade de Deus e deixou o aclamado filme de Fernando Meirelles de fora. No ano seguinte, Harvey Weinstein, o chefão da Miramax, levou a história do Zé Pequeno para o circuito cinematográfico de Los Angeles e deu certo. O longa conseguiu quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia. Apesar do bom desempenho para um filme nacional, ele voltou para casa com as mãos abanando.
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A Aventura Perdida de Scrat
Em 2004, o curta de animação A Aventura Perdida de Scrat, de Carlos Saldanha, concorreu, mas não levou. O prêmio foi para o stop motion australiano feito com massinha, Harvie Krumpet.
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Lixo Extraordinário
Neste ano, o documentário anglo-brasileiro Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley, que conta a história do artista plástico Vik Muniz no aterro do Jardim Gramacho, no Rio, vai tentar pela 17ª vez trazer a tão esperada estatueta dourada para o Brasil.





























