Bruce Willis, 55 anos, foi o homem que introduziu a fragilidade ao herói de ação hollywoodiano. 22 anos depois de sangrar os pés em Duro de Matar, o astro mostra que esses personagens também envelhecem em Red - Aposentados e Perigosos, longa baseado nas histórias em quadrinhos do inglês Warren Ellis.

Willis é um ex-agente da CIA que segue uma rotina tediosa e solitária, só quebrada pelos telefonemas à garota (Mary-Louise Parker) responsável pelos cheques do salário, por quem nutre uma paixão platônica.

O desequilíbrio entre o novo cotidiano pacífico e a vontade de ter uma vida mais agitada marca apenas o início da trama. Você sabe que Bruce Willis é um sujeito com quem não deveria mexer.

Mas o alto escalão do governo americano acha que o velho analista possui informações que podem prejudicar um político em campanha e ordena sua execução. Atacado em sua casa, Frank Moses precisa descobrir quem está querendo sua cabeça e proteger a ''amada''.

Ele reúne o antigo grupo que comandava quando estava na ativa: o paranóico vivido por John Malkovich, 56, o especialista em inteligência de Morgan Freeman, 73, e a velha espiã interpretada por Helen Mirren, 65.

A grande sacada do filme de Robert Schwentke (Plano de Vôo) é reforçar a bizarrice de ter vários idosos armados até os dentes com a adesão de atores de primeira linha. Assistir a Malkovich, furioso por ser chamado de velho, e atirar na ponta de um míssil é a melhor parte de Red - que ainda tem outra cena antológica, quando Freeman esbofeteia Richard Dreyfuss, 63. Apesar das explosões e lutas, a produção se segura por seus protagonistas como num cruzamento  divertido entre Mandando Bala (2007)e Cowboys do Espaço (2000).