Na quarta (8), o escritor Laurentino Gomes, 54 anos, chegou pontualmente às 19h para o lançamento de seu segundo livro, 1822 (Editora Nova Fronteira), e já se depara com uma fila de aproximadamente 100 pessoas à sua espera, ávidos por um autógrafo na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. ''Sinto como se estivesse com o dever cumprido na tarefa de ajudar as pessoas a conhecer mais sobre a história do Brasil'', afirmou o autor de 1808 (Editora Planeta), lançado em 2007, que vendeu mais de 600 mil exemplares no Brasil e em Portugal.

Se na primeira aventura literária ele mergulhava na história da vinda da corte portuguesa para o Brasil (no ano que dá título ao livro), no novo 1822 o escritor se dedica ao processo que levou à declaração de independência, sob o protagonismo de Dom Pedro I, príncipe nascido em Portugal e futuro imperador do novo país. ''Para mim, 1822 é como se fosse um segundo volume de 1808'', contou Laurentino.

Se também vai figurar entre best sellers, o autor acredita que só o público poderá dizer. ''Procurei fazer uma pesquisa séria e ser acessível na linguagem. Fiquei feliz com o resultado'', completou. O audiolivro em formato MP3 de 1822 já foi gravado com a voz de Pedro Bial e do próprio Laurentino, mas ainda não há data para lançamento.

Autor entre amigos

Simpático, Laurentino fez questão de receber cada uma das pessoas com um cumprimento de mão ou um abraço antes de escrever a dedicatória no livro. Elda Müler, diretora superintendente da Editora Abril, também esperou pelo autógrafo. ''O primeiro livro tem a precisão do jornalismo com uma prosa boa, é muito gostoso de ler'', disse. Laurentino trabalhou por 22 anos na Editora Abril e deixou, em 2008, o cargo de diretor superintendente para se dedicar à carreira de escritor depois do sucesso de 1808, que ganhou o Prêmio Jabuti como Melhor Livro Reportagem e Livro do Ano de Não Ficção.