Há uma frase famosa de Marilyn Monroe: “Diamantes são os melhores amigos de uma garota”. Mas Lydia Sayeg, 44 anos, vai além. “Diamantes são a extensão da minha pele”, diz uma das cinco protagonistas do reality show Mulheres Ricas, da Band. Lydia teve a sorte de realizar o sonho de qualquer mulher: nasceu entre pedras preciosas. Ela é a terceira geração que administra a joalheria da família, a Casa Leão. “Nada foi fácil. Desde menina, estudo e provo meu valor. Meu pai, como bom árabe, queria que o filho homem administrasse o negócio que leva o nome do meu avô, que, patriarca, tornou-se o sobrenome das demais gerações.”

Estátuas de leão guardam a casa dela, em uma área nobre de São Paulo, onde mora com os filhos, Jessica, 20, e Ivan, 6, e o marido, Marcos Totoli, 45, diretor de marketing, com quem está há dez anos. “Eu o conheci numa festa. Bati o olho e soube que me casaria com ele.” Guerreira de voz forte, pulso firme e cabeleira farta (“é minha mesmo, pode puxar”, brinca) Lydia é assim, assertiva.

Menina brilhante

“Ganhei minha primeira joia quando nasci: um brinquinho turquesa que guardo até hoje. Minha primeira venda de uma peça preciosa foi na escola, para a mãe de uma amiga. Também desenhei a peça, um coração com uma ametista no meio. Ao contrário do que todo mundo pensa, não fui uma herdeira natural. Árabe típico, meu pai queria passar os negócios da família para o filho homem dele. Fiz faculdade, cursos de gemologia, puxei uma mesa ao lado do meu pai e, naturalmente, comecei a trabalhar com ele. Ele amou, e dividimos o escritório durante 22 anos. Nesse tempo, ele olhava para mim e dizia: ‘Sempre soube que era você’.”

Mania de limpeza

“Aos 13 anos, comecei a trabalhar na loja. Fazia faxina todos os dias com a dona Terezinha. Sempre tive mania de limpeza. Tenho nojo de pino de brinco e esterilizo as joias para minhas clientes provarem. Como voluntária da Casa Hope (Instituição que apoia crianças na luta contra o câncer), já fiz faxina no quarto dos transplantados com Lysoform, porque sabia que ninguém faria isso tão bem quanto eu. Sabe como você conhece realmente uma pessoa? Pelo cesto de lixo da casa dela. Tenho orgulho de ter começado fazendo faxina na Casa Leão. Isso demonstra a nobreza do ser humano. Quem é você para dar ordens se não sabe fazer a tarefa?”  

Joias até para dormir

“Talvez muitos me achem arrogante... Mas, para mim, usar joias sempre foi muito natural. Não é natural um dono de uma concessionária de luxo ter 20 Ferraris na loja dele? Para mim, é normal ter pedras preciosas, joias é algo com que lido desde a infância. Diamante é uma extensão do meu corpo, uma extensão da minha pele. Diamantes combinam com tudo: longo, tailler, biquíni, com sutiã e até com nudez.  Uso até para dormir. Sem joia, eu me sinto nua, verdadeiramente pelada.”


Tiro ao alvo

“Teve gente que falou que sou assassina, que atiro para matar. Absurdo (risos)! Estou no Clube de Tiro há um ano e vou mensalmente. Tenho amigos lá. É um esporte. Atiro desde criança. No sítio, meu pai colocava latinhas como  alvo e a gente mirava com a espingarda. Não vejo problema algum. Em casa, no trabalho, ao educar meus filhos, ensino que ‘se você vai fazer algo, tem de ser o melhor’. Sempre disse a Jessica: ‘Se tirar nota 5 na escola, vai ganhar bolsa nota 5, sapato nota 5, roupa nota 5...” Porque a vida é um desafio e a gente tem de estar muito bem preparado.”

 

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