Vera Fischer, 59 anos, não tem saído de sua cobertura, no Leblon, no Rio. Evita festas, eventos e, agora, prefere a companhia do lápis e do papel. ''Antigamente, eu vivia rodeada de gente que me sugava. As pessoas se aproveitavam de mim. Adoro meu momento caseira. Cansei de ser a azeitona da empada!'', desabafa.

Talvez isso explique os 10 livros que a atriz escreveu ao longo de 2009. No próximo dia 20, ela lança sua primeira ficção, Serena (Litteris Editora). Em 2007, Vera estreou sua carreira de escritora com a autobiografia A Pequena Moisi.

Em 2009, repetiu a dose com Um Leão por Dia. ''Tenho muita criatividade! Sou contadora de histórias. Meu texto é ágil. Tem sexo, drogas, mistério e romance... Cada livro tem pelo menos uma passagem que aconteceu na minha vida, mas ninguém saberá o que é'', adianta.

Solteira, Vera jura que não se sente solitária. ''Fiquei muito tempo casada. Com Perry Salles foram 16 anos, e com Felipe Camargo, sete. Quando eu tiver 70, 80 anos, quero achar um velhinho para viajar pelo mundo. Chega de paixão louca! Quero um amor maduro'', garante.

Amizade colorida

No ano passado, ela declarou que estava sem sexo há dois anos. ''De vez em quando tenho alguém. É amizade colorida'',conta, mas não cita nomes. Das histórias e escândalos do passado, a atriz diz querer distância, mas afirma: não se arrepende de nada que tenha feito.

''Na minha vida, nada foi mais ou menos. Aprendi e cheguei aos 59 com outra cabeça. Mas todos os episódios foram válidos!'', recorda Vera, que jura estar longe das drogas há cerca de 15 anos.

De tudo que passou, perder o ex-companheiro e amigo Perry Salles para o câncer, em 2009, é para ela um dos piores momentos de sua vida. ''Lembro das últimas palavras dele: 'Estou te esperando!'. Respondi: 'Vai demorar!'. Na época, isso mexeu comigo, fiquei totalmente perdida'', relembra.