Susana Werner

Trio da alegria em férias no Brasil

Os filhos da atriz não param um minuto, sempre ao redor da mãe, que administra a folia enquanto o marido, o goleiro Júlio Cesar, se destaca como o melhor do mundo

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O menino Cauet, 6 anos, odeia quando o pai toma um gol. A menina Giulia, quase 3, fala pelos cotovelos, adora conversar, mas não entende muito que profissão é essa que faz o pai, o goleiro da Seleção Brasileira, Júlio Cesar, 29, ficar ausente durante um bom tempo, em viagens. Mãezona, Susana Werner, 32, assume com prazer, a tarefa de explicar. Ela logo diz que ama demais o marido e os filhos e que quando saiu do país, grávida, em direção a Milão, em 2005, sabia que Júlio era o homem de sua vida. Susana fala tudo isso cercada pelos dois pequenos hiperativos. Giulia usa pilha alcalina.

''Cuidado com o carrinho na escada!'', é uma das frases que mais se ouve pela casa. ''Eles não podem parar'', explica Susana, a gerente da bagunça. ''Precisam fazer atividades e estar sempre ocupados. Na Itália, Giulia faz balé e Cauet joga futebol há dois anos na escolinha da Internazionale de Milão, time do pai'', continua Susana. Ela e Júlio estão juntos há sete anos. A distância do marido nos jogos do campeonato europeu a deixam com saudades, mas ela acha isso bom.

A alegria nas fotos do ensaio para CONTIGO! mostra o trio se divertindo, agarrado, rindo, com Giulia maquiando a mãe (ficou direitinho) e Cauet fazendo embaixadas no jardim (também direitinho). O retrato de uma família feliz, de férias da Itália, algo que eles fazem pelo menos duas vezes ao ano.

Claro, o ofício de Júlio já se tornou o sonho do filho, fã número um do goleiro, tido como um dos melhores em sua posição. ''Cauet adora o esporte, mas só o tempo vai dizer'', conta a mãe, que assume que não entende nada de futebol e de vez em quando entra no estádio e pergunta ''contra quem estamos jogando?'' Já o filho está sempre acompanhando as partidas, perguntando sobre o placar e quando a Inter perde... tristeza. ''Júlio fala que, como pais, ele é o Lobo Mau e eu sou a Chapeuzinho Vermelho. Sou mais liberal, não fico no pé, quero que eles cresçam do jeito que eu cresci. O pai é mais durão.''

Três idiomas
Na casa da família na Barra da Tijuca, no Rio, Giulia quer saber que horas eles vão à praia - o pai foi pra lá. Já coloca o maiô listrado, acelerando os planos do trio. ''As pessoas a chamam de Susaninha. É igualzinha a mim. Não tem medo das coisas e é independente'', conta ao lado da sorridente de lindos cabelos loiros. Já Cauet é mais observador, pensa duas vezes antes de tomar uma decisão, uma qualidade que puxou do pai. ''Ele tem noção do perigo, pede permissão, mas também é parecido comigo porque meu filho é muito comunicativo'', já puxa de volta a mãe. Os dois praticamente participam da entrevista e quando Cauet diz que quer ser jogador, sim, a mãe olha, rindo e ele, envergonhado, fica quietinho por alguns minutos. Na Itália, as crianças estudam numa escola inglesa. Giulia está aprendendo italiano e inglês. Cauet já domina os dois idiomas. De vez em quando Susana fala em italiano, Cauet responde num italianinho perfeito e depois voltam ao português.

Quero um irmão!
Na Itália ela tem poucos amigos, mas isso não levanta ideias de aumentar o time. ''Eu acho dois um número bom, moro longe sem minha família e não tenho ninguém para me ajudar'' diz, mas nem acaba a frase direito. ''Eu quero um irmão pra jogar bola comigo!'', volta a falar Cauet. A mãe ri, mas não se comove, quer deixar a vida ''acontecer''. O único planejamento que a atriz faz é retornar ao Brasil em 2014. ''Júlio quer jogar até os 34 anos e já deixou claro: quer curtir a família no Brasil'', conta.

Ela não se arrepende de absolutamente nada e faria tudo de novo. No primeiro ano na Itália, achou que não fosse conseguir. ''Sou daquelas que choram, choram, choram, vou até o fundo do poço, mas me olho no espelho, enxugo as lágrimas e sigo adiante. Não teve depressão, tudo estava na minha cabeça'', analisa. Susana tinha o apoio do marido, caso quisesse voltar para o Brasil. ''Eu virava para ele chorando e dizia: eu vou ficar!'', completa. Fez cursos para preencher o tempo, aprendeu a mexer em programas de edição de imagens e vídeo, frequentou aulas de canto. ''Hoje não choro mais. Eu me doo completamente ao Júlio e faço com prazer. Não quero nada em troca, só o amor e o respeito dele. Não conseguiria morar em Milão sendo infeliz. Eu sou muito feliz!'', afirma.


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